segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Adeus ano velho, chato, bobo e feio...

Quanto mais pessoas encontro, tantas mais percebo reclamando o ano que passou.

Nas palavras do meu coordenador, 2008 foi o ano mais [CENSURA] da vida dele, que tem quase 70 anos.

Por isso, por tudo aquilo que reclamei o ano inteiro, pela bagunça profissional e o cansaço mental, eu resolvi não escrever retrospectiva.

Ano que vem, quem sabe?

FELIZ 2009!

Meus desejos para cada pessoa nesse ano são saúde, paciência e respeito. Façamos um 2009 melhor com tudo o que tivermos ao alcance.



P.S.: Antes de escrever o texto, eu só via gente reclamando. Agora, só encontro gente que curtiu o ano - e teve bons motivos! Além disso, meu avô vai ser bisavô de três bebês concebidos esse ano (e que vão nascer em 2009). Tudo isso só porque eu falei mal do ano. Murphy.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Eu PIXAR®!


Entrei de férias e a primeira providência foi assistir Wall-E.

Poderia passar muitas linhas falando de coisas como as referências ao mundo adulto, as críticas políticas e sociais, e coisa e tal, com a sutileza e perfeição características da Pixar. Mas o meu motivo é outro.

Há muito tempo, não lembro antes de qual filme, eu vi uma animação curta - One Man Band, - que me impressionou profundamente. Além da qualidade técnica, que é sensacional, tem um ponto, uma idéia, uma sementinha especial pra mim nesse vídeo. Ele é universal, absolutamente universal, por ser construído de imagem e música. Não há palavras, não há linguagem, nada.

Isso me impressionou também em Wall-E. Até quase a metade do filme, apesar de alguns poucos caracteres num poster e um texto sobre a nave, nada mais precisa ser traduzido, é tudo som e imagem traduzindo sensações. Isso é mágico e fantástico. Não importa a língua da criança ou do adulto assistindo, é um filme universal.

Amei. Eu amo a Pixar. E ponto.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Complementos




"Porque promoção pode ser o inferno se o chefe que te aguarda é o demo."
(Alk)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

metáfora.

Um belo dia, por seja lá que motivo, eu decidi escalar aquele morro. Me preparei, disponibilizei tempo e empenho no planejamento, obtive os equipamentos, me armei e fui.

Subir não foi mais fácil do que pensava. Pelo contrário, até perdi um pedaço da paciência extra que eu tinha levado. Subi, aos trancos e barrancos.

Mas isso não é o pior. O pior é terminar a escalada e descobrir:
1) que não tem como voltar
2) que não vai ser fácil seguir
3) que essa parte - até agora - era a mais fácil do caminho inteiro.

2009 vem aí, com muito desafios. Muitos. Ufa.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Welcome to the Parenthood

Estava trabalhando normalmente nessa manhã de quinta-feira.
Bem, na verdade estávamos comendo pastéis e ensinando coisas para um aluno a quem pedimos que comprasse os pastéis.
Mas somos professores, havia aluno, alguém ensinava, alguém aprendia, esse é o meu trabalho.

Estávamos comendo pastéis/trabalhando - Gabriel, Canuto e eu - quando a esposa do Canuto entrou na sala - lá no colégio - e disse a ele:
- Nós viemos almoçar com você.
Canuto fez o seu tradicional "hmmm... hã?" e foi assim que ele soube que vai ser papai.
E eu passei a tarde inteira brincando de tia postiça. Gostei da idéia. Welcome to parenthood.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

educador?

Tenho estado enrolada - envolvida, ocupada, atolada, etc - com muitas coisas da organização da escola para o ano que vem. Lendo algumas coisas, pensando e discutindo o que é importante e o que não é no nosso trato com alunos.
Daí vem o Orkut e me entrega a seguinte sorte do dia:
"We must be the change we wish to see"
PRECISAMOS SER A MUDANÇA QUE DESEJAMOS VER.

Dê o exemplo. Seja o exemplo. De qualquer coisa que você achar que deve.

domingo, 16 de novembro de 2008

15 de novembro de 2008

Há dias estava empolgada com o feriado. Trabalhar o sábado inteiro cansa sobremaneira. Finalmente, um sábado de descanso. Eu planejava até namorar no sábado - o que é uma coisa raríssima nos meus dias atuais.

Passei dois dias animada, e na sexta-feira disse a Deus e ao mundo "bom feriado para você", confiando naquela idéia de que Deus dá em dobro tudo aquilo que a gente deseja de coração ao nosso próximo.

Ô-quêi. Sexta eu tinha planos mil, acabei trocando tudo por boa comida e boa companhia, mas de brinde tomei chuva. Sem problemas.
Mais tarde, já em casa, fui picada por uma abelha enquanto fechava uma das janelas da minha casa. Sou alérgica a abelhas. Retiramos a abelha, o ferrão e possivelmente uma parte do veneno, e fui trabalhar - porque eu trabalho sexta até 21h.

Decidi que eu merecia um descanso e fui tomar um chopp com amigos depois do serviço. A mão já estava inchada e dolorida, mas a dor foi aumentando e começou uma dor aguda bem na axila - onde, mais tarde saberia, fica um gânglio linfático. Chegou um ponto em que doía tanto que resolvi ir embora antes que não conseguisse mais dirigir. Saí sem pagar a conta... Depois eu resolvo esse detalhe.

Cheguei em casa com voz chorosa e pedi ajuda à minha mãe, que fez tudo o que tinha em mãos: desde consultar minha tia e minha cunhada (dentista e enfermeira) até fuçar todos os medicamentos da casa e procurar coisas na internet - salve são Google. Foi então que ela ficou preocupada com a hipótese da minha reação alérgica chegar a um choque anafilático.

Como estava cansada, não tinha febre nem nada, era só dor, resolvemos que eu tentaria dormir, depois de tomar um analgésico e um anti-histamínico. E eu tentei. Por mais de uma hora eu tentei, em vão, dormir.

Pedi à minha mãe que me levasse ao pronto-socorro, onde fui rapidamente atendida - e dei graças à Deus por ter plano de saúde, porque quando o namorado precisou de atendimento, perdeu a paciência antes de conseguir. E se ele me namora, você já consegue visualizar o quanto ele é paciente.

No pronto-socorro, por volta de 2 da manhã, recebi 2 injeções intramusculares, 1 subcutânea e um medicamento intravenoso. Quatro agulhadas pra uma pessoa que nem olha pra agulha e chora de nervoso, de tanto pavor. Mas a mão começou a desinchar, a dor diminuiu e tudo correu bem.

Voltamos pra casa, eu dormi até bem tarde, e recebi a notícia que o namorado não poderia me ver à tarde, porque estava tudo atrasado e ele ainda tinha outro trabalho. Tudo bem, isso não era lá uma grande novidade. O problema foi me ligar somente às 22h - quando finalmente estava disponível - e acabamos decidindo ir cada um pra sua casa (eu estava na casa do meu irmão). Chorei muito de decepção, porque, como podem perceber, o meu feriado não foi nada parecido com o que eu tinha em mente.

Dormi, acordei, estou melhor, vi o namorado, a mão dói menos, tudo ok. Exceto pelo fato de que eu tinha um aniversário pra ir hoje e só me lembrei agora (são mais de 22h). Nem pude avisar que não ia mais. E isso é feio. Então, aniversariante da semana, minhas retratações públicas, espero que plenamente justificáveis.

... Antes não tivesse sido feriado.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

o monstro - querido diário

Meu monstro interior encontrou as minhas coisas de corte e costura.

Planejar é muito legal, mas planejar roupa pra encaixar perfeitamente num corpo é legal ao quadrado.

Taí o aviso. Meu monstro encontrou todos os meus materiais de corte e costura. Salve-se quem puder.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

criATIVIDADE

Existe um monstro criativo em mim que nunca fica satisfeito. É possível agradá-lo, mas nunca satisfazê-lo, por ser demasiadamente perfeccionista.

Esse monstro hiberna bastante, nesses tempos de trabalho demais, mas ultimamente eu tenho sentido uns balanços e uns cutucões dele.

Em breve, ele deve voltar como um vulcão - quente, lindo e possivelmente destruidor.

Aguardem. Em breve, criações, atividade e muita, muita reclamação.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Registro

No baile de Halloween da Passo Básico a fantasia era livre, e eu encarnei a Branca de Neve - muito contrariada, porque eu queria ser uma bonequinha de louça.

Ficou assim:

Início do fim, ou só o fim?

Jornal, aquele que se recebe em casa ou compra na banca, costumava ser um dos meios mais confiáveis de receber notícias diárias.

Vieram os jornalecos, esses de pouca informação por pouco dinheiro, com manchetes esquisitas e chamativas que nada têm a ver com a realidade, e eu já me assustei.

Agora me decepciono com a qualidade de produção do jornal que o meu pai assina. Um jornal assim, razoavelmente grande. Não o maior. Erros de ortografia, concordância e afins já eram encontrados facilmente, mas parecem menos perigosos.

Segunda-feira, uma manchete dizia "Chamada de 'Rodovia da Morte', BR-381 registra uma perda a cada quilômetro". Procurei o texto inteiro pra entender o que o autor quis dizer. "A cada 1,5 quilômetro da BR-381 morre uma pessoa vítima de acidente de trânsito". Eu precisava de uma noção de tempo pra saber se era ou não um absurdo em número de mortes. Se essa fosse a retrospectiva de uma década, talvez não fosse tão ruim. Se fosse de um ano, muito preocupante. Li e reli o texto. Ao fim, encontrei a resposta num infográfico, que dizia serem dados de 2005 a setembro de 2008, se não me falha a memória.

Se a notícia é ruim ou péssima, não consegui decidir. Só me assusta a exponencial queda na qualidade da comunicação. E se ninguém se expressa bem, ninguém se entende, o mundo é guerra, eis o fim...

sábado, 1 de novembro de 2008

Museu dos Brinquedos

No meio de todos os compromissos, um ENC - encontro nacional chavônico.
O local escolhido? Museu dos Brinquedos.
O resultado: um sorriso largo e tranqüilo!

domingo, 26 de outubro de 2008

Pós-eleição

"Márcio Lacerda (PSB) foi eleito, em segundo turno, prefeito de Belo Horizonte (MG). Ele venceu Leonardo Quintão (PMDB). Com 100% dos votos apurados, Lacerda obteve 59,12% contra 40,88% de Quintão. Votos brancos e nulos somaram 8,99%. (...)"
[do Uai]

Acho de verdade, por tudo que tenho ouvido, que os votos foram, de fato, 40,88% CONTRA MÁRCIO e 59,12% CONTRA QUINTÃO.

O pessoal ficou com mais medo da cruz e acabou correndo pra caldeirinha...

sábado, 25 de outubro de 2008

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come...


Vamos ao segundo turno das eleições nesse domingo. Bom final de semana.

Ah! E meu artigo foi aceito no JBCS - Journal of Brazilian Chemical Society. Ufa!

domingo, 19 de outubro de 2008

Gente bacana dizendo coisa bacana

O texto é longo. MUITO LONGO.
link

Eu acho que vale a pena ler. De Pedro Cardoso, na primeira exibição do filme "Todo Mundo Tem Problemas Sexuais".

Novos tempos

Antigamente as coisas me aconteciam e eu tinha tempo de escrever uma história sobre elas. Atualmente, as coisas acontecem e eu penso "eu tinha que escrever isso no blog", mas nunca dá tempo. Então eu resolvi juntar algumas hoje. Talvez não fique tão bom assim, mas vale a pena tentar...

1) Pessoa muito culta + sorvete
Depois do almoço recheado de uma saudável conversa sobre os candidatos à prefeitura de BH, numa sexta-feira, eu e o Canuto chamamos o Edu pra tomar sorvete. Do lado da escola fica uma sorveteria self-service, onde fomos. Servimos, sentamos. Olhei pro meu sorvete (casquinha de biscoito, cobertura de chocolate quente, um pouquinho de sorvete, marshmallow, calda de caramelo, cereja, biscoito). Olhei para o do Canuto, idem. Olhei para o potinho do Edu, só sorvete. Comecei a rir, e o Edu insinuando que nossos sorvetes eram tudo, menos um sorvete, disse que os nossos eram SORVETES DEMAGOGOS.

2) Noção, ou falta de...
Sexta passada, eu e Canuto procurando o nosso açúcar diário - sorvete! -, decidimos comprar McColosso. Estávamos na frente da loja da Oi na praça da Savassi, e eu perguntei a ele "onde tem McDonald's por aqui?".
[Pra quem não conhece BH:
Eu estava atrás dessa estátua. Aquela fachada vermelha lá no fundo é o McDonald's da Savassi, uma referência de localização há anos e anos e anos e anos...]

3) No mesmo dia do sorvete demagogo:
Passou por nós um carro adesivado com o nome e telefone da empresa "ROLA BOSTA DESENTUPIDORA". E o comentário do Edu: "nossa, que merda!".

4) Sobre sorte no berço
Conversando com o Rodrigo, disciplinário da escola, sobre umas pessoas que têm muito dinheiro demais, e nós temos só o suficiente, mais ou menos, ele me explicou como é que se escolhe a mãe pra nascer. "Nós somos alminhas flutuando por aí. Quando a mulher está concebendo, a alma desce direto e entra no feto. Eu mirei em mãe rica, mas na descida a minha mãe passou na frente..."

domingo, 5 de outubro de 2008

curtinha

Estava lendo a revista Época dessa semana e lá nos meios da parte cultural tinha um moço falando de leitura e formação de leitores.

Resumindo do meu jeito, ele diz que não dá pra incentivar a leitura por outro meio que não a própria leitura. Um vídeo, por exemplo, pode te contar a história, mas nunca vai conter os mesmos elementos da narrativa. Então o que te cativou no vídeo pode se perder na leitura, dependendo do estilo do escritor.

E tem mais... As histórias podem ser importantes, mas são sempre muito mais simples do que a leitura. O gostoso é saborear (ou provar e deixar de lado) a maneira como aquele autor descreve e desenrola os cenários e ações.

É isso. Eu às vezes nem acho tanta graça na história, mas o que me encanta em um livro (ou um blog, ou um texto perdido no mundo) é o jeito de contar aquilo. Tem quem goste do cheiro dos livros, quem goste de parar e imaginar cada cena. Eu gosto mesmo é de olhar pras estruturas e ver como foi que aquela pessoa decidiu escrever aquilo.

Ler é bom demais.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

SOS

Preciso de dois remédios:
- um para o sono, que sinto continuamente nas últimas semanas.
- um para tosse, que me assola, especialmente à noite, também há algumas semanas.

Preciso também:
- de alguém que me convença a tomar remédio.
- de um motorista particular, pra que eu use meu tempo de deslocamento não dirigindo, mas lendo. (sem ter que esperar o ônibus e com todas as regalias de quem se acostumou a andar sempre de carro)

Quero:
- músicas bacanas pra usar na aula (acho que já sei como conseguir).
- companhia pro Carnaval em Recife em 2009.

Estou numa fase em que não pareço morar em mim. Parece que eu fico assim, em segundo plano, me vigiando, me organizando, enquanto as minhas horas e tarefas vão passando. Estranho demais.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Página trezentos e setenta e quatro
Méquidônaldis

Não sou fã do restaurante, tampouco abomino ou evito. Como. Às vezes não. É assim mesmo.

Conhece gente viciada nos sanduíches de lá. Conheço gente que não come lá desde os rumores da carne esquisita (eu nem lembro de que falaram que era), e gente que não come lá porque acha que as caixinhas são feitas por criança semi-escravas em algum lugar do mundo. Cada um no seu cada um.

Mas aí, sem querer, passeando pela web, encontrei um texto que me deixou realmente intrigada. Não tenho como saber se é verdade, ou provar se é mentira, a não ser experimentalmente. E, convenhamos, eu tenho cara de quem vai fazer algum experimento nos próximos anos?

O texto original em inglês é de Karen Hanrahan, uma consultora em nutricionismo que fala da palestra sobre nutrição infantil. Mas ninguém está interessado, porque eu ainda nem dei a notícia chocante e vocês já começam a duvidar se eu realmente tenho algo a dizer.

VEJAM:


O hamburguer da direita, sem o papel, foi comprado em 2008. O da esquerda, posto sobre o papel do da direita para efeito visual mais chamativo, foi comprado em 1996. MIL NOVECENTOS E NOVENTA E SEIS. Segundo a autora, ele tem um cheiro muito estranho e a coloração é levemente diferente do recém-comprado. Fora isso, a aparência é igual.

Aí eu digo... Será que é verdade? Porque, se for, estamos comendo muito mais química artificialmente sintetizada do que eu gostaria de imaginar.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

sobre nada

Eu sei que preciso atualizar. Eu sei que o texto está velho, cansado, precisando descansar um pouco. Descer do posto de post número um. Sei, eu vi, eu reparei. É que, sei não... Tudo o que tem me acontecido não tem me feito escrever. Sabe como?

Eu chorei horrores outro dia, mas já passou - como se tivesse sido ano passado. Estou vivendo pequenas coisinhas. Meu pai, veja bem, comprou uma bicicleta. Agora eu trabalho e ele anda de bicicleta no quintal. Gostava mais quando eu andava de bicicleta e ele ia trabalhar.

O trabalho anda assim, bem com cara de trabalho. Uns problemas assim, uns problemas assado, uns medos, umas certezas. Bem genérico.

O namoro anda assim, amante, eu, namorado, amante...

A dança vai bem. Me fazendo feliz. Mas sabe... ocupa um tempão da minha vida. Será que eu queria estar fazendo outras coisas?

Tem coisas que eu queria partilhar, mas não couberam em texto. Por exemplo, que o Canutto (amigo meu, colega de profissão) fala coisas como "é aqui, só que na rua de lá" ou "a reunião de amanhã vai ser segunda-feira". Que tem rato morando na minha casa. Que eu comprei uma máquina de costura, um monte de coisinhas pra fazer arte (traquinagem mesmo) do jeito que eu gosto, e aí não tive mais tempo. Que minha garganta está estranha e eu tusso muito toda noite, mas continuo sem tomar remédio. Que eu quero ir pra Recife no carnaval, mas as passagens estão custando absurdo.

Tem coisa demais. Pequenininhas, miudinhas, e nem rendem um post. Pelo menos não um decente.

domingo, 7 de setembro de 2008

certo e errado

Tenho muitas coisas a fazer.
Quero fazer muitas outras.

Às vezes, muitas vezes, faço uma coisa que quero antes de muitas outras que preciso.
Porque se for ao contrário, o prazer não é o mesmo. Primeiro a obrigação, depois o lazer? A obrigação não acaba nunca.

Eu me dou o direito de ter pequenos prazeres. E não vou aceitar que me digam que isso é errado.

O trabalho? Se pode ser até amanhã, amanhã ainda é tempo de fazer...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Página trezentos e sententa e três
A amante dele

Desde o começo, eu sabia que eles flertavam. Discretamente, ou nem tanto. Ela sempre exerceu um grande fascínio sobre ele.

Pudera. Não tem o meu corpo, o meu cheiro, meu jeito de ser, minhas idéias, e talvez por isso não seja oficialmente a dona do coração dele, mas ela tem uma influência inegável no homem que eu amo. Ela dá a ele um sensação de poder que eu nunca vou oferecer. Faz dele um homem realizado, aumenta sua auto-estima. Remunera financeira ou moralmente as ações dele, propõe desafios cada vez mais ousados que atiçam a curiosidade que eu amo nele. Ele gosta de saber se é capaz - ou "que é capaz", quase sempre, e ela oferece isso o tempo todo.

Literalmente, o tempo todo. Pra ela não existe dia útil e final de semana, feriado, hora comum, noite, madrugada. Qualquer hora é hora, qualquer lugar é lugar. E assim, exigente, ela tem tomado ele de mim.

Nunca disputei homem nenhum com ninguém, sempre achei que o que é meu por direito não vai me exigir luta. E não vou lutar contra ela, porque posso me cansar e perder no final. E eu não sei perder. Não mesmo.

Sigo assim, entristecida. Me sentindo preterida, apesar de amada. Me sentindo opção, ao invés de regra. Fico torcendo pro relacionamento deles amornar, pra ver se o meu se aquece. Sei que ele nunca vai largá-la, e não o condeno. Só rezo pra que um dia - bem próximo, por favor - ele aprenda o quanto eu preciso que ele me mostre que ela é a segunda, e eu a primeira. Quero me sentir assim, importante. Muito importante. Mais que quase tudo.

A amante dele tem um nome masculino: Trabalho. E de tão sofrida com esse relacionamento deles, acabei aumentando a minha relação com ela. E vamos nesse triste triângulo: eu, ele e trabalho demais...

sábado, 30 de agosto de 2008

Inutilidade tornada pública

Eu recebo um alerta sobre o meu trânsito astrológico, baseado no meu mapa astral, na minha data, horário e local de nascimento. É de graça e sabem... eu acredito em bruxas. [hehehehe]

Esses dias aí, recebi um convite pra fazer a amostra grátis do estudo numerológico. Vida correndo, não fiz na hora, mas fiquei levemente curiosa.

Hoje eu fiz. Nenhuma grande novidade. Mas sabe como é, eu tava ali, o link estava ali, tudo de graça mesmo, eu acabei fazendo o estudo numerológico do namorado.

Os nossos 3 números principais [motivação, impressão, expressão] são idênticos. IDÊNTICOS. Aos poucos vai se explicando o fato de sermos realmente tão parecidos. Vai ver a gente nasceu uma alma só, foi partida ao meio e posta pra zanzar por aí até se encontrar de novo, e de novo, e de novo.

== fim da inutilidade ==

sábado, 23 de agosto de 2008

Página trezentos e setenta e dois
Os bruxos existem?

Quarta-feira:
Encontrei um conhecido na escola de dança e decidi cumprimenta-lo com mais calma, achei que ele estivesse um pouco triste, não sei. Ele puxou papo, perguntou porque eu estava sumida dos bailes. Respondi que não freqüento mais os bailes durante a semana porque é muito difícil dar aula cansada. E expliquei todas as dificuldades pelas quais a escola tem passado, inclusive o pedido de demissão da nossa supervisora no meio do ano, e etcetera e tal.
Ele disse:
- Daqui a pouco você assume a coordenação, vira coordenadora.
Eu:
- NEM MORTA! Coordenadora do terceiro integrado? Nem por muito dinheiro.

Sexta-feira:
Expliquei ao meu coordenador como se usava uma ferramente de informática específica logo cedo. Pouco depois, o auxiliar de ensino entra na sala de aula e me avisa que o coordenador pediu que eu fosse à sala dele - e completa que acha que é pra eu ensinar a mesma coisa ao diretor geral da escola.
Bateu o sinal, eu fui.
Chegando lá, recebi um convite para co-organizar o pré-vestibular do colégio, e manter o elo desse com o ensino do terceiro integrado. E, como não poderia deixar de ser, aceitei.

À noite, encontrei a mesma pessoa de quarta - que não costuma freqüentar a escola de dança nas sextas. Contei pra ele, rindo muito. E ele completou: "eu sou bruxo, já te disse. E não se esqueça daquilo que eu falei há muito tempo atrás."

Há muito tempo ele me disse que no meu destino estavam GRANDES COISAS. E eu não entendi, continuo não entendendo. Mas agora tenho medo...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Página trezentos e setenta e um
Perto do fim

Reviraram seu lixo. Nenhum outro lugar oferecia pistas, então que procurassem no lixo. Lenços de papel, etiquetas, linhas, embalagens e aquele papel. Papel cor-de-rosa chá, delicado como as mais lindas cartas que poderia ter escrito a amores amantes e amores amigos.

O papel dobrado no lixo. Dobrado, cuidadosamente colocado no lixo. Para ser achado, talvez. Apenas lixo, quem sabe.

Aberto, continha aquela caligrafia típica dos momentos de pressa. Brainstorm, pensamentos mais rápidos que a possibilidade física de escreve-los. Quase ilegível, o papel dobrado do lixo revirado dizia:

"Cansei. Me sinto incapaz e infeliz. O mundo anda muito mudado. Não se valorizam as organizações, nem o bem comum, nem as instituições. Eles se valorizam, o indivíduo, só. Indivíduos sós.
E hoje não joguei pérolas aos porcos. Menos que isso, senti como se forçasse comida na goela deles. Como se fosse necessário convence-los que precisam comer. Eles, como anoréxicos, se negavam a receber a comida. Quando usei argumentos mais fortes, coloquei a comida em suas bocas. E tão logo viro as costas, tenho certeza que correrão ao banheiro mais próximo e tudo vomitarão.
Professor de gente que não quer aprender. Conviver com gente que não gosta de saber. Não é vida. Nem sobrevida. É sofrimento e só. Indivíduos sós e sem saber. Vazio. E fim."

Preocupados, pensaram o pior. Pensaram que ela desistia da vida, de tudo, de todos. Tolos. Vida não era aquilo, aquilo era o que mantinha a sua vida. Encontraram-na, dias depois - depois da esperança perdida. Estava ela, sentada em uma mesa, copo levado ao lábios no meio da noite fria.

A mesa, o salão. O copo com água aplacava a sede de uma longa seqüência de danças. Encontraram-na enebriada no ópio de sua vida. Encontraram-na entre as danças do salão. E perceberam que, apesar do papel cor-de-rosa, amanhã cedo estaria de volta a professora, as pérolas e os porcos. E o fim, sempre ao alcance dos olhos, perto como o horizonte. Sem fim.

sábado, 9 de agosto de 2008

Coisinhas. Ou coisonas.

- Estou começando a aprender a aceitar o fato de que sou professora de dança. É muito mais confortável ser aluna, ser assistente. Mas, se eu dou aula, então sou professora. Difícil isso.

- Quanto mais eu vejo em blogs, revistas e afins, mais eu quero bordar, pintar, cortar, costurar... E o tempo não deixa. Bobo feio e chato. Vou comprar uma máquina de costura nova e linda só pra mim, quero ver se o tempo não se rende depois dessa.

- Fiz duas reuniões diferentes no último final de semana: um encontro pedagógico da escola onde trabalho, e uma dinâmica de grupo da escola de dança. Em ambas, reforcei o conceito que eu consegui recentemente expressar verbalmente: eu não gosto quando as pessoas falam sem pensar.

- Eu amo o meu namorado. De um jeito absurdo. Percebi recentemente, também. Quer dizer, que eu amava eu já sabia. O jeito absurdo é que é novidade pra mim.

- Talvez eu cometa orkuticídio. Estou decidindo ainda. No bug de 21 de julho, conseguiram acessar o meu perfil. Eu estava viajando, foi bem chato. Dias atrás (no meu aniversário!) apareceu coisa mudada lá. De novo. Eu mudei a senha, eu sempre mantenho a minha senha do orkut segura. Mas não confio mais. =O(

- Eu gosto de saber que as pessoas procuram o meu blog pra saber de mim. Brigada. Me sinto querida, o que é vital para uma leonina. Volte sempre.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Aniversário

Fiquei pensando em alguma imagem pra deixar aqui, celebrando a idade nova.

Foi quando, de repente, me deparei com o fato de que VINTE E SEIS é o número atômico do Ferro.

Então é isso. Entrei hoje na idade do Ferro.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Página trezentos e setenta
WirelessLESS

Wireless significa sem fio. E eu estou wirelessLESS, ou seja, minha conexão sem fio não está funcionando. O que significa, por sua vez, que o meu notebook não está acessando a internet.

Outro meio de acesso é o pc, o computador que atualmente chamamos "computador da mamãe", já que todos nós temos máquinas portáteis. O computador da mamãe fica um lance de escadas acima do meu habitat. Pra quem está de férias, no auge da preguiça, isso é longe demais.

Por essa combinação de fatores, estou me sentindo nostálgica. Uma certa celebração ao meu passado não tão distante. Voltei a ler, muito mais do que lia ultimamente, e especialmente com muito mais prazer - em detrimento dos inúmeros artigos científicos que digeri nos últimos anos. Ler com a tv desligada, a propósito. Isso faz muita diferença. Acho que li dois ou três livros no ano passado, e três no mês passado.

Voltei a bordar, a costurar, a "manufaturar"... Fazer com a mão. Andei até mesmo cozinhando, ora vejam. Nem o meu Ipod tenho ligado. Vi vários filmes, mas ao invés de sintonizar a HBO - que sempre tem os filmes mais recentes -, tenho assistido ao TNT, Cinemax e outros. Filmes por eles mesmos, e não pela novidade.

Pode ser efeito das férias, que acabam jajá. Pode ser uma espécie diferente de período pré-aniversário. Sei que nem o espelho me reconhece nesses últimos tempos. Vou indo, longe de emails, blog, orkut. Andando assim, sem internet sem fio. Dá saudade, mas daquela boa. Aquela que sabe que é só subir as escadas e alcançar tudo de novo.

[Como agora, que eu subi as escadas pra dar uma olhada no mundo além da minha janela.]

sexta-feira, 18 de julho de 2008

só pra constar

A leitura do jornal que assinamos aqui em casa pode ser estranha e irritante.

Ontem, uma colunista de fofocas (sim, eu leio o caderno de cultura INTEIRO, horóscopo e crônicas e colunas e tudo-o-mais, estou de férias) dizia que Ticiane Pinheiro tinha sofrido um aborto - o que eu já sabia, já tinha lido antes na internet - e que, por isso, não ia cobrir as férias de Ana Hickamn, o que foi uma surpresa para todos. [Insira um palavrão], o dia que um aborto sofrido por uma mulher de 20 e poucos anos não for uma surpresa, e a ausência dessa mulher ao trabalho não for esperada, e isso for realmente parte da notícia, valha-me Nossassinhora! Enfim, texto escrito por alguém que não pensou antes. Irritante.

A parte estranha é que um colunista desse mesmo caderno discutia a qualidade dos espermatozóides de homens com mais de 40 anos. Segundo o colunista, um artigo declara que a qualidade dos espermatozóides decai após os 35 anos, aumentando a possibilidade de abortos, apesar dos casos esporádicos de papais setenta ou oitentões de que se tem notícia. Pois bem, Roberto Justus completou 53 tenros aninhos. E, pelo que eu conheço desse colunista, ele neeeeem imaginava que a notícia da Ticiane ia estar no mesmo caderno. Ele nem deve saber quem é a Ticiane. Estranho.

domingo, 13 de julho de 2008

Página trezentos e sessenta e nove
Contos e Ilusões

Uma alma caridosa me emprestou dois livros para o recesso escolar. Eu não tinha pedido, nem conheço os autores, nem nunca tínhamos conversado sobre os livros. Ele me disse "trouxe dois livros pra você, acho que você vai gostar. Esse é de contos meio de suspense e terror, esse outro é mais divertido, mas eu acho que você vai gostar gostar dos dois."

Sabem, né? Eu não acreditei muito não. Como ele disse que o outro era mais divertido, comecei com os contos. Na verdade, ainda não passei da introdução, mas vim correndo contar que a alma caridosa acertou em cheio. Logo na introdução, na segunda página, eu encontrei o texto abaixo, e percebi que vou realmente gostar dos livros.

"(...)e eu quis saber de onde vinham as histórias.
Esse é o tipo de pergunta que você se faz quando inventa coisas para viver. Ainda não estou convencido de que seja uma ocupação adequada para um adulto, mas agora é tarde demais: tenho uma carreira de que eu gosto e que não envolve levantar muito cedo pela manhã. (Quando eu era criança, os adultos diziam-me para não inventar coisas, alertando-me sobre o que aconteceria caso não obedecesse. Até agora, o que posso dizer é que isto significou inúmeras viagens ao exterior e não ter de levantar cedo demais pela manhã.)" [Neil Gaiman em Fumaça e Espelhos - Contos e Ilusões.]

Porque o que te contam na infância pode ser ilusão de adulto, e as ilusões da infância têm pouca chance no mundo dos adultos.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Leonina em pré-festa

Sinto meu aniversário chegando.

Me sentindo mais metida a besta, me achando mais capaz, pensando que tudo o que eu faço é o máximo...

E junto com a festa, a idade. Oficialmente, estou me despedindo dos vinte e POUCOS pra entrar nos vinte e MUITOS.

Esses dias eu tenho pensando muito em tempo. Definitivamente, o aniversário vem aí.


p.s.: LEITURA OBRIGATÓRIA DO DIA:
08/07/2008 - Cruzamento. De Antonio Prata.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Página trezentos e sessenta e oito
Campanha MB para uso de camisinha

Você já ouviu falar em usar camisinha para evitar DSTs. Já ouviu pedidos pra evitar gravidez indesejada com o uso adequado de preservativo.

Hoje, lendo o jornal, me achei no direito de gritar a altos brados: USE CAMISINHA. Pelo bem do mundo.

A enfermeira curitibana jogou o próprio bebê da janela do sexto andar porque não queria o filho. Alguns muitos meses antes disso, ela quis sexo e com certeza se esqueceu da camisinha. Não houvesse filho, a loucura (ou bipolaridade, ou sei lá como seria adequado chamar) não seria exposta ao mundo nas páginas dos jornais.

Alguém aqui acha que Isabella Nardoni, apesar de muito amada, foi um bebê planejado?

Falo em nome dos muitos casais pelo mundo real que desejam ardentemente um bebê e ainda não conseguiram, ou dos muitos outros que têm um amor indescritível pelos seus filhos. Falo por cada um que se indigna ou se entristece quando lê tanto desamor no mundo.

Use camisinha. Não ponha no mundo um filho que a mãe vai cuidar por obrigação. Não ponha no mundo um filho que pode sofrer violências tão absurdas nas mãos de pessoas que deveriam ser as primeiras a proteger.

Use camisinha. Sejamos mais felizes.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Página trezentos e sessenta e sete
Associação nem tão livre

O mundo faz coisas com as nossas cabeças que não deveríamos permitir.

Deveria ser óbvio que a combinação lençol de cetim branco, rosas vermelhas e champagne não significa sexo, e que sexo não significa essa combinação. Ainda assim, a imagem sempre nos remete a uma noite romântica de sexo infindável. Claro que as duas coisas combinam, mas não são a mesma coisa.

Da mesma maneira, a dança de salão sugere uma convivência harmoniosa, aconchegante e extremamente educada. O que muitos esquecem é que, antes de serem dançarinos, são pessoas. Seres, indivíduos, gente de carne, osso, qualidades e defeitos. Defeitos.

O mundo ensina meias verdades, e você calça como se fossem incontestáveis. E começa a basear seus pensamentos e julgamentos nessas verdades incontestáveis, e de repente está preso numa jaula de insatisfação eterna. Espera dos outros a meia verdade, e recebe a verdade inteira.

Não confunda o que você rotula e o que de fato é. Rótulos são arbitrários e inflexíveis. Propagandas (como todas as imagens construídas acima) são sugestões, ilustrações, idéias. A sandália da Gisele, da Sandy, da Ivete ou a da Xuxa não mudam a pessoa que você é. Ou mudam?

Talvez você valorize tanto o sexo (aquele que vendem pelo mundo) que espera sempre o lençol de cetim, as rosas vermelhas. Talvez espere que calçando o sapatinho de dança ganhe o direito de ser paparicado por todos os outros da mesma tribo. Talvez você acredite que é uma garota Victoria's Secret, um rapaz Tommy Hilfiger.

Eu tenho aprendido, porém, o valor das coisas deve estar no que você sente por elas. Não a propaganda, não o preço do mundo. Apenas isso, o meu sentimento. E aí, dane-se o mundo se eu amo o meu moletom velho, dane-se o mundo se eu quero um All Star novo. Vale o meu (a)preço.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Aproveitando o ensejo...

Junho tem agora uma seqüência importante de datas comemorativas para mim. Dia 11 de junho é aniversário de uma amiga querida, Ju Croft. Já no 12 de junho tem aniversário do blog, além de dia dos namorados. O dia 14 é aniversário do papai. E dia 19, vejam bem, é aniversário de namoro.

Foi ontem. Um ano. Em julho do ano passado, na chamada terceira semana de namoro, eu escrevi:
"Eu estava lá, à toa, e ele lá, também. E a gente começou a conversar, e papo vai, e papo vem... Ele me desafia mentalmente, eu gosto disso. Se eu quero fazer uma coisa, alguém me desafiar faz parecer mais gostoso e acontecer mais rápido, com mais empenho. E a gente trocou msn, viu fotos, fuxicou orkut mutuamente, ficou de papo a madrugada toda e resolveu se conhecer."

A gente se conheceu, se beijou, se quis, se viu sempre que possível, desde então. Ele continua a me desafiar. Ele me faz rir. Ele acolhe meu choro - raro. E eu acho que para sempre vocês vão me ouvir falar nele.

E quem vê a gente junto passa a acreditar, nem que seja um pouquinho, em destino. Porque só ele juntaria duas pessoas tão feitas-uma-para-a-outra.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Da série "passou e eu nem lembrei"

O HMB original (http://historiasdamariabonita.zip.net) nasceu em 12 de junho de 2004. Quer dizer que o blog fez quatro anos e eu nem lembrei.

Lembrei atrasada, será que ainda conta?

Talvez eu mude o visual pra compensar.

domingo, 15 de junho de 2008

Página trezentos e sessenta e seis
A bruxa dos dentes

Existe, nas fábulas americanas, uma fada que troca o dente (de leite) que as crianças deixam debaixo do travesseiro por moedas, doces ou algo que o valha...

Preciso de lembretes sonoros pra conseguir tomar antibióticos ou outros remédios que precisam de horário marcado. Escovo os dentes, mas não uso fio dental sempre. Enxagüante bucal, só quando quero. Resumindo, sou péssima para tratamentos em geral.

Até os 18 anos, acho que 19, nunca tive muitos problemas com dentistas. A bem da verdade, fazia o absolutamente imprescindível para manter a saúde. Estética? Nem te ligo. Mas nasceu o dente do juízo, e desajuizado ele nasceu torto. Pra falar a verdade, eles - os quatros - nem se dignaram a romper a gengiva.

Doía, e como doía a cabeça, por causa dos danadinhos. Que remédio, senão dentista? Radiografia e consulta e o meu dentista (canhoto) decidiu arrancar um de cada vez. Sábia decisão. Ele perguntou se eu preferia começar pelo mais fácil ou pelo mais difícil. Claro que eu fui pelo mais difícil. Porque morro abaixo me parece melhor.

Dente um, inferior esquerdo, praticamente a 90º da dentição. Duas horas e meia de cirurgia, alveolite e duas semanas de recuperação até conseguir comer de novo. E haja força pra conseguir voltar no dentista pro segundo.

Dente dois, inferior direito. Hora e quarenta e cinco de cirurgia, uma semana pra comer normalmente. Dente três, superior esquerdo, uma hora de cirurgia. Dente quatro, superior direito, quarenta e cinco minutos de boca aberta. E chega.

Vale a menção: eu, quando nervosa, disparo a chorar. E chorei um total de 340 minutos no processo.

Há uns 3 meses, comecei a sentir dores muito intensas no último dente da arcada superior esquerda. Há um mês, perdi uma noite de sono com dores muito intensas. No dia seguinte, fui ao dentista numa sessão de emergência.

A sessão não durou mais de meia hora, e eu tenho pra mim que chorei uns 25 minutos. De nervoso, de dor. Tenho absoluto trauma de dentista. Ao fim, a notícia: o que me afligia era uma cárie de mais ou menos um ano de idade. E o tratamento é... canal!

Dentista por dentista, qualquer tratamento me deixaria nervosa. E lá fui eu. No primeiro dia ele olhou, conversou, explicou o tratamento, deu o orçamento e marcou a primeira sessão. Eu avisei a ele que era chorona e que tinha trauma. Ele não acreditou muito.

Sessão um. A assistente do dentista passou mal no dia. Ele sozinho, cuidando de tudo, levantando pra pegar as coisas que esquecia, já que normalmente basta chamar a assistente e as coisas aparecem na mão dele. Dor! Eu quase de ponta-cabeça, pra facilitar o acesso dele ao dente. Hora e quinze de boca aberta, chorando tanto que ele me perguntou umas três vezes se eu queria parar. Então ele fez um curativo e marcamos a próxima sessão, com a idéia de que seriam 3 ou 4.

Sessão dois. Menos nervosa, mas ainda nervosa. A assistente presente. Chorei, doía, mas tudo caminhava. Sabem o que é um tratamento de canal? O dentista mata a parte viva que liga o dente ao sistema sangüíneo, e coisa e tal. Em resumo, broquinhas e lixinhas que são esfregadas nos canais que o dente tem. Não é bom, não é o fim do mundo. Mas eu choro. E passados uns quarenta minutos de tratamento... ACABA A LUZ. Do bairro todo, acho que um cabo da rede se soltou e pegou fogo, coisas assim. Então ele fez um curativo e marcamos a próxima sessão. Faltam 2 ou 3.

Sessão três. Menos nervosa. Ainda nervosa. Era sexta-feira treze. Eu não chorei. Mas a luz acabou somente na rede de fiação que mantinha o compressor ligado, ou seja, só cortou a eletricidade de onde ela era necessária. Curativo. Faltam duas.

A próxima sessão é daqui a uma semana. E meu trauma não diminuiu nadinha. Pra mim, por mais que se diga o contrário, quem existe é a Bruxa do Dente, e é ela que eu continuo encontrando, acompanhando os dentistas (calmos e excelentes) que eu encontro no caminho.


p.s.: Quer coisa pior que um dentista que faz piadinhas ruins ou conversa com você enquanto você está ali, de boca aberta e nervosa? Eu quase odiei o cara. E nem seria de graça.

terça-feira, 10 de junho de 2008

aleg(o)rias...

Abri as janelas, deixei o sol entrar.

Pessoas queridas reunidas, primeiro online, depois em carne e osso e risadas mil.

Bom me sentir eu mesma de novo. Sorriso de verdade.

Ainda faz frio, mas o sol há de voltar.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Página trezentos e sessenta e cinco
Auto-valor

[Em algum lugar das muitas matemáticas que estudei, havia auto-valores, havia auto-vetores...]


Às vezes ela esquece o valor que tem. Joana, lembra dela? Eu esqueci o nome novo dela. Eu esqueci várias coisas, na verdade... Mas eu ainda lembro como ela se sente.

Joana é aquela que tem os valores internos e almeja os externos. A que sente inveja da elegância, da coragem e do despojamento da outra. Mari, se não me falha a memória, a outra.

E não importa o quanto ela saiba, Joana simplesmente não sente que faz diferença no mundo. Mesmo que pessoas queridas entreguem abraços deliciosos cheios de "saí daí, coisa que faz chorar", beijos de "mas eu te amo, viu" e afins. E isso é absurdamente injusto.

Joana, injusta. Se pudesse, escreveria nas estrelas o quanto as pessoas são importantes. Mas às vezes explicar demais é complicar demais. Quase sempre, talvez... Será?

Há de ser uma fase. Há de ser. Porque, todo mundo sabe, Joana e Mari moram juntas no mesmo corpo. Desde sempre, para sempre. Algo há de acontecer e reestabilizar tudo isso. Algo que multiplique esse baixo auto-valor e o transforme num merecido e real valor de mercado, de mundo, de vida.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

[barulho de estouro]

A cada vez que eu penso que preciso descansar, eu me lembro das coisas que me tiram a calma e das coisas por fazer.

Cada dor no estômago, cada incômodo e cada novidade que o meu corpo arruma pra me mostrar que está no limite me causa uma nova pressão por - veja só - me acalmar.

É um ciclo vicioso. Preciso estourar essa bolha, sair desse espaço. Talvez eu trabalhe até não agüentar mais. E o meu medo é chegar a um final que, bem, seja apenas o começo de outra bolha.

Eu me perdi na minha vida. Não joguei migalhas pelo chão, não amarrei um barbante na ponta, não sei onde estou, nem pra onde vou. Cansei.

Oncotô? Proncovô? Quencossô?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Palco

Mesmo sendo leonina e tendo uma ligeira atração pelos holofotes e atenção alheia, eu acho que não vou repetir a experiência.

Muitos ensaios até muito tarde, muitas noites mal-dormidas, muitos detalhes pra pensar, muitas situações de stress e de repente, puf, menos de 5 minutos e pronto, acabou.

Se o valor da coisa está nos cinco minutos, então eu realmente não entendi. E se o valor está no processo de construção, é muita confusão pra pouca MB.

Definitivamente, o melhor lugar pra se estar, num espetáculo, é sentadinha numa cadeira, assistindo entusiasmada.

P.S.: MAS FOI BOM O TRABALHO EM EQUIPE DE QUEM REALMENTE QUIS E FEZ E ACONTECEU. Brigada por terem participado e me deixado participar.

domingo, 11 de maio de 2008

Mães

Num mundo de Anas Jatobás, Suzannas von Raldkjvpwqiorjgapjfd, tiazinhas que jogam bebê na lagoa da Pampulha e afins, eu não sabia muito bem que imagem usar para celebrar o dia das mães. Então eu fui ao google, e antes mesmo de pesquisar alguma coisa, lá veio ele salvar meu dia.



FELIZ DIA DAS MÃES. Mesmo para quem ainda não é, e quem nunca vai ser. Um dia feliz.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Murphy

SE:
1) planejo o feriado prolongado faz um mês
2) faz sol há 15 dias
3) vou para um lugar com água (cachoeira, piscina, etc),

ENTÃO:
(Previsão do tempo, UOL)
01/05: Chuvas ao longo do dia, com alguns períodos de melhoria
02/05: Tempo nublado, com chuvas isoladas ao longo do dia
etc.
(Jornal HOJE EM DIA)
"A previsão é de chuva e temperaturas baixas".


... O QUE MAIS EU ESPERARIA, CERTO?

Página trezentos e sessenta e quatro
Pequenas cicatrizes para pequenos corações

Convivo pouco - quase nada - com crianças. Por crianças, entenda-se aquelas coisinhas fofinhas, cheias de energia e com muito pouca auto-censura, que estão descobrindo o mundo e contando isso pra todo mundo.

Acho crianças um barato - provavelmente porque não tenho nenhuma, nem sou responsável por nenhuma.

Ontem estava ocupada fazendo alguns trabalhinhos burocráticos enquanto pequena Verônica e pequenina Rafaela jantavam em uma sala não muito longe. Ouvia os sons e as conversas (não dava para não ouvir, juro. Não foi bisbilhotice!). Fiquei justamente pensando em como elas são espontâneas e quão bacana é ouvir as verdades que a gente aprende a omitir quando vai virando gente grande.

Voltemos, então, à pequena Verônica e uma possível cicatriz que deve ter nascido ontem. Estava eu fazendo outros trabalhinhos bem antes do jantar delas, e percebi a Verônica sentada numa mesa, papéis à frente, canetas, lápis e afins em mãos. Passei muito tempo me perguntando se ela estava fazendo dever de casa ou simplesmente desenhando plácida e resignada, ali na sala. Mas, sabe como é gente grande, guardei as minhas dúvidas só pra mim.

Muito depois, quando elas já estavam jantadas, dentes escovados, empijamadas (palavra bonita, hein?) e devidamente enfiadas debaixo das cobertas, fiquei esperando a hora certa de ir embora e passando o olho pela sala, antes de fechar tudo. Foi aí que eu vi dois mini-cartazes pregados na mesa em que ela tinha desenhado antes. Diziam eles:
"Skené Passo Básico" (o nome da escola onde eu estava), com uma menina sentada de frente a uma mesa, "ela é criança". O segundo dizia "se quiser um desenho, peça a Verônica [sobrenome que eu não decorei], ela é criança". E aí eu senti uma pontadinha no canto esquerdo do peito. De dez ou quinze pessoas que passaram por ali na hora e meia que ela ficou sentada, ninguém pediu um único desenho...

terça-feira, 29 de abril de 2008

Página trezentos e sessenta e três
Questão de didática

Fernando diz que eu sou áspera (pra não dizer uma porta de tão grossa) com as pessoas que me conhecem mas não o suficiente.

Da última vez, a gente ficou analisando se eu era realmente grossa. Eu acho que só respondi à pergunta que me fizeram. Ele não sabe bem ao certo. Só sei que a pergunta foi mal formulada, e não dirigia a minha resposta pr'aquilo que meu interlocutor queria saber.

Eu ia, com Fernando, andando em direção ao carro. E o interlocutor veio em seguida, passadas largas, logo nos alcançou.

INTERLOCUTOR: Pra onde vocês vão?
MB: Pra casa uai...
INTERLOCUTOR: É porque vocês estão andando a pé...

Uai, gente, eu parei o carro longe. Mas fala, eu respondi exatamente o que ele me perguntou, não foi? Tá bom, era domingo quase onze da noite... Mas que eu respondi à pergunta, isso respondi.

Sou grossa não. O mundo é que me interpreta errado.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Política e futilidade

São dois comentários distintos, mas o título te enganou, não foi? Você achou que eu era altamente politizada e ia tecer comentários extensos sobre futilidades expressas em atos políticos, não é? Tolinhos... hehehehe

1 - POLÍTICA
Vem sido costurada, ao longo de muitos meses, uma aliança política entre o atual prefeito de BH - o petista Fernando Pimentel - e o atual governador - o tucano Aécio Neves. Apesar de todos os pesares (que não me cabe discutir) de cada uma das administrações, a idéia é muito boa para a cidade, já que subentende um apoio estadual ao cuidado com a cidade que é a capital.
Leio hoje no jornal que o PT nacional vetou a participação do PSDB na aliança. A alegação tem uma explicação que no fundo está ligada à sucessão presidencial, já que Aécio tem sido cotado para a disputa e essa aliança traria possíveis impasses mais tarde.

Vale mais a proteção de uma POSSIBILIDADE do que a efetivação de um bom trabalho. Vale mais manter a rixa (que é bem mais forte no eixo RJ-SP, de onde veio o tal veto) do que incisivamente organizar um governo eficiente e democrático.

Deus nos acuda.

2 - FUTILIDADE
Os manequins de vitrine já são infinitamente magros, ao ponto de prender quase metade da roupa com um alfinete pra dar o efeito das cinturas e curvas. Isso, em si, já é uma maldade com a auto-estima da brasileira peituda-bunduda-e-não-tão-magra que é referência de "normal".
Hoje, voltando do trabalho, vi a aberração: não só a manequim era magrela magrela magrela, mas exibia ostensivamente o que se entende por "tanquinho" - as marcas de músculos abdominais bem trabalhados. A imagem vende uma verdade insólita e, pior, masculiniza manequins que vestem biquini! (Sério, eu sei que em algumas mulheres fica bonito o tanquinho, mas estava hor-ro-ro-so!)
Eu tenho medo do mundo que estamos preparando pros meus eventuais futuros filhos.

Deus nos acuda.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Mães

Blogs afora, pessoas [entenda-se blogueiras amigas minhas] falam da admiração pela própria mãe, ou de conflitos da mãe dos outros com... bem, as outras.

E ontem foi mais um dia de debate com a minha mãe. Me faz bem sentir que já consigo manter o equilíbrio emocional e conduzir a discussão, mesmo que ainda aos trancos e barrancos. Me faz muito mal sempre perder o controle pela mesma questão, e não conseguir racionalizar essa questão, não importa qual seja o motivo da discussão.

Eu já tenho o presente dela em mente. Comentei em voz alta ontem pela manhã, com o namorado. Já não sei se no dia dela, daqui a bons 20 dias, ela ainda vai estar magoada / com raiva / seja lá o que for que ela sente.

Chorei menos também. Acho que realmente eu amadureci, de uns anos pra cá. E acho que ontem ela vislumbrou isso, mesmo sem aceitar.

... "E vendo a Sandra ter que fingir que é alguém que ela não é 100% me deu pena. Pena da mãe dela, que vê uma coisa que não existe. Pena da Sandra que não pode ser quem ela realmente é. E pena da Sandra de novo porque é visível que existe um conflito e ela não consegue sair. Não tem apoio, porque quem deveria apoiar é quem, na verdade, aumenta o conflito. É triste. Eu queria que todo mundo pudesse ter os pais como eu tenho. Mas aí eu lembro que a cada um segundo suas obras e isso é bom, porque eu devo ser alguém especial pra merecer pais e irmãs especiais."

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Eu confesso...

Não tô a fim de produzir nada. NADA.

Senta e espera passar.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A professora e o jaleco, parte 2

E o jaleco foi para o cesto de roupas, como toda sexta-feira.

Mas, nessa sexta-feira particular, problemas de ordem pessoal impediram a moça que o lava de vir à minha casa. Ela também não pôde vir no sábado.

O jaleco não foi sozinho pra máquina de lavar. (Por quê? Alguém pode me explicar?)

Então, em caso de emergência, vesti uma roupa decente e fui trabalhar. Sem o jaleco.

E passei o resto da manhã com alunos e alunas elogiando a minha calça. Que eu uso semana sim, semana não. Que eles já viram inúmeras vezes. Por baixo do jaleco.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Ah, professora...

Eu vou trabalhar todos os dias de calça, evito decotes e ainda por cima uso um jaleco bem maior que o meu tamanho enquanto dou aula. Faço de tudo para mostrar que, mais do que uma jovem mulher de 25 anos, eu sou uma profissional formada e estou ali para ensinar Química.

Fui a um aniversário no sábado, e usei uma roupa que meu namorado considera típica de piriguetes. Segundo ele, eu só me salvei porque tinha um namorado de mais de metro-e-oitenta do lado, então não cabe na categoria. Nada demais, mas também dou a mão à palmatória: mini-saia justa, salto alto e fino, blusinha de alcinhas.

E hoje, vem um jovem aluno - único total em química na primeira prova - e diz:
"Professora, você estava sábado numa festa na rua do Ouro?"
Pensei pra responder - minha vida social fica n'outra gaveta, tem que ir lá acessar - e me lembrei que sim. Ele completou: "eu te vi lá, eu sou amigo do filho da Fulana [a aniversariante]".

Eu ali, de jaleco, lembrando do zouk com o Fernando, de saia curta e movimentos sensuais. Coisas da vida...

quinta-feira, 27 de março de 2008

Não consegui não comentar

"Eu liguei para ele para falar: Bush, o problema é o seguinte, meu filho, nós ficamos 26 anos sem crescer. Agora que a gente está crescendo vocês vêm atrapalhar. Resolve, resolve a tua crise" - disse Lula.

Sentou no rabinho, titio Lula. A crise aérea já passou? E a sujeira das corrupções nas mais altas esferas do poder brasileiro?

Então "a little less conversation, a little more action please". Fala menos e trabalha mais, pelamordideus.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Nota de agradecimento

Agradeço, então, à minha sogra. Não só pariu esse menino tão lindo, mas o criou de uma maneira excepcional, digna de menções honrosas eternas.

Por quê? Pra explicar, cena de segunda-feira.

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Compramos pizza, coca-cola, fomos pra casa comer. Ele com uma mala e uma caixa cheia de coisas, carregando tudo sozinho e ainda me xingando quando eu tentei ajudar a carregar alguma coisa: "mulher não foi feita pra carregar peso".

Organizando o espaço para comermos, eu ofereço ajuda e ele "sossega, já falei que mulher não foi feita pra trabalhar".
Rápida como um trovão, perguntei "e pra quê mulher foi feita?"
Ele, calmo como sempre: "mulher foi feita pra ser amada".
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E ele não fala isso da boca pra fora... BRIGADA, minha sogra. Meu mundo é mais feliz por causa dele, e ele só está aqui porque você deixou.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Página trezentos e sessenta e dois
Tais pais, tal filha

Desde muito, sempre achei que eu era muito parecida com a minha mãe. Na personalidade, claro, porque aos 24 anos ela media 1,52m e pesava 44kg. Não vou ficar especificando, mas digamos que eu tenha uns 10cm e uns muitos quilos a mais.

Sempre sofri por medo de cometer os mesmos erros que tanto me magoavam, e torci pra fazer os acertos que fazem dela uma pessoa tão bacana.

Já ouvi falar que a gente muda de ascendente, de personalidade, de sei lá o quê quando chega numa jovem idade adulta. Não sei se foi bem isso o que ocorrido, não sei se eu é que nunca tinha reparado. Aconteceu de, um belo dia, o meu namorado (lindo!!) me dizer que eu era muito parecida com o meu pai. E venho percebendo que, realmente, sou muito mais reservada e desconfiada (como o meu pai) que falante e fazedeira de novas amizades (como a minha mãe). E muitas outras coisinhas.

E de repente eu me dei o direito de achar que eu sou, então, um empreendimento genético de aperfeiçoamento, com os melhores traços dos meus progenitores. Eu sou o melhor do meu pai e da minha mãe. E, modéstia a parte, o meu pai e a minha mãe são pessoas sensacionais.

(Pegou? Pegou? EU SOU O MÁXIMO. Vou falando até virar verdade.)

segunda-feira, 17 de março de 2008

E o que fazer...

... quando o mundo me parece tão grande - ou eu me sinto tão pequena?

quarta-feira, 12 de março de 2008

Página trezentos e sessenta e um
Tão tudo que nada, ao fim

Mundo vasto
variado de indivíduos
Indubitavelmente iguais
Inarravelmente diferentes

Mundo vasto
Conhecimentos múltiplos
Poderes mágicos
Saberes eternos

Mundo vasto
Tudo o que sei e nunca esquecerei
Tudo o que esqueci por achar que sabia
Tudo o que saberei

E tantas vontades
E tantos caminhos
Tantas obras e objetivos

E tudo tanto
Amplo, imenso
Que me recolho ao nada, enfim.

Abraçar o tudo é abraçar em vão.

quinta-feira, 6 de março de 2008

... leia isto

Eu às vezes passo um tempo lendo, explorando, passeando de link em link, vendo o que as pessoas escrevem, o que as pessoas lêem...

Dá vontade de indicar tudo. De mandar links de tudo pra um monte de gente. Tem um texto dolorosamente lindo sobre aquela verdade que já aceitei: é natureza masculina ser cachorro. É natureza feminina reclamar sobre isso, e aceitar assim mesmo. (http://brincos.blogspot.com/2007/08/call-me-irresponsible.html)

Mas isso me lembra que eu li - em algum lugar que perdi o endereço - que nunca se escreveu tanto para ninguém ler. Na internet, sabe? Todo mundo pode escrever. Mas a gente lê, pelo menos o quanto acha que deve.

E então eu percebi que cada um tem o seu monte de coisas que acha bacana de ler. E que guardar pra mim não é egoísmo... É uma forma de ser bacana e permitir que você mesmo escolha por onde quer passar os olhos.

[E pra quem recebeu (e passou pra frente) o email sobre a Ricardo Eletro descaracterizando o Mercado Central e decidiu também não comprar lá, eu lembro que apóio a idéia, mas que a loja nem abriu ainda... ]

quarta-feira, 5 de março de 2008

Página trezentos e sessenta
O tempo passa...

Há cerca de dez anos, a medida de que o tempo estava passando era dada em termos das minhas realizações pessoais. Não se engane achando que obter as chaves de casa não é uma realização pessoal (dos idos de 1995). Também é importante a liberdade de ir e vir (de ônibus, mas sem precisar esperar a mamãe, 1996) da escola, pra escola, pra casa de amigos. Há uns quinze anos, a realização era poder usar caneta no caderno (1992)! Há pouco mais de sete anos, finalmente receber dinheiro em função de trabalho. Passar no vestibular, terminar a faculdade, passar no mestrado.

E hoje (ou ontem, ou essa semana), o tempo vem se mostrando de maneira diferente. Minhas primas, cunhada e todo o pessoal recém-casado da minha família materna anda às voltas com a idéia de ter bebês. Meus amigos estão saindo das minhas cenas, aos poucos - e logo logo os bolsistas remanescentes da primeira seleção seremos eu, a Marina e a Dri. E só. Éramos mais de 15, se não me engano. Logo não verei amigos de escola senão pelas fotos do orkut.

As realizações de hoje demandam muito mais tempo e muito mais esforço. Talvez esteja na hora de sair de casa - casada ou não. Talvez eu devesse comprar um carro pra mim. Quais seriam os meu objetivos hoje? Como marcar a passagem do tempo, quais devem ser as minhas realizações?

E, enquanto escrevo, o tempo passa. O tempo, esse ente misterioso, não pára jamais.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Se...

Daqui a alguns anos, se eu disser pra alguém "eu era feliz e não sabia", por favor, me lembrem de como eu sei que estou (sou!) feliz.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Página trezentos e cinqüenta e nove
Nono mês

"Posso, por exemplo, chorar carente e cansada numa noite de domingo, descrente e sem fé, achando que não mereço outra chance de completar um par. E aí, na noite de segunda, conhecer alguém que me abala as estruturas sem que eu nem mesmo entenda bem o porquê. É como se a fé se esticasse até quase estourar, quase se perder, e depois voltasse com força total, crença inexplicável de que as coisas têm razão e hora pra acontecer."
(eu, em 20/jun/07, nesse link aqui)

Não consigo me lembrar de nenhuma outra pessoa sequer com quem eu tenha convivido por oito meses e não tenha passado uma semaninha brigada.

Nunca vi alguém tão parecido comigo e que mesmo assim me acha verdadeiramente legal.

É inacreditável que eu pegue no celular pra ligar pra ele e o celular quase caia no chão - tamanho o susto - porque ele está ligando.

Nunca uma pessoa me deu tanta coragem de mudar de vida e construir coisas novas, sem medo e sem preguiça.

Nunca uma pessoa disse exatamente as mesmas coisas que eu com tanta freqüência.

Nunca consegui que alguém entendesse tantos dos meus olhares e jeitos. E nunca ninguém tinha me dito - olhando as minhas fotos de bebê - que eu continuo fazendo exatamente as mesmas caras.

Já completei oito meses de namoro antes, mas nunca tive tanta certeza de que é só a pontinha do iceberg, que é só o começo, que é o que eu quero pra mim.

Nunca fiz parte de um par tão perfeito. E estou tremendamente feliz.

Brigada, meu benzinho, por ser a melhor parte do meu dia-a-dia há 8 meses.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Tipo agora

Tem épocas na minha vida (eu ia falar "vida da gente", mas vai que é só comigo...) que sou obrigada a escrever tanta coisa, entregar tanto relatório, tanta prova, tanta coisa, que dá uma certa birra de escrever.

O blog fica às moscas porque eu gastei todas as minhas palavras noutro lugar. Vai ver não é bem o escrever tanta coisa. Vai ver que um período astral psicológico inexplicável de pouca escrita caiu numa época de muita escrita obrigatória, e aí realmente não sobra muita palavra.

E quando isso acontece, tipo agora, por mais que eu escreva, sempre parece que ficou uma porcaria e que ninguém cometeu tanto pecado pra ser obrigado a ler.

Depois eu penso melhor e, já que eu já escrevi, melhor dar um publicar ali. Pelo menos fica mais explicado que não é um desleixo, é só uma falta de jeito mesmo.

E fim.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Página trezentos e cinqüenta e oito
Uma das origens da neurose

Eu sou uma mulher redundantemente neurótica. Não escondo, não me orgulho, simplesmente sou.

O que significa ser uma mulher neurótica? Significa achar um milhão de possibilidades, razões, desfechos e sentimentos pra cada evento do dia-a-dia. Entenda-se por "evento" qualquer coisa. Inclusive a meia calça desfiar na porta do carro.

Pois bem, eu tenho pra mim que descobri uma das origens da minha neurose crônica.

Mulheres têm sexto sentido, diz a lenda, e eu tenho certeza que a minha intuição é poderosa sim. Várias vezes eu "senti que devia fazer" alguma coisa e percebi que o resultado foi ótimo sem ter pensado e analisado.

E o que acontece quando a mulher (eu!) começa a pensar se aquilo é intuição ou pensamento? E quando ela resolve pensar e analisar todas as possibilidades? Então ela duvida do próprio sexto sentido, ou credita pensamentos próprios a uma espécie de intuição.

É aí que a porca torce o rabo. É aí que a neurose ataca como uma voadora no estômago. E é aí que ela precisa repetir as sábias palavras do Chaves: "ninguém tem paciência comigo".

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Página trezentos e cinqüenta e sete
Cenas de nós dois

Como o mundo sempre dá voltas a mais, acabamos indo pro sistema cozinha-come-dorme-acorda-e-recomeça conforme planejado. Nada melhor pra definir se um relacionamento pode dar certo do que viajar com a pessoa. Segunda viagem com o namorado, dessa vez sem a mãe dele, mas com o meu pai. Vamos aos fatos.

CENA 1: Aceso o fogão a lenha, fomos cozinhar no fim do dia. A luz da cozinha de fora não estava funcionando. Acendemos uma vela. Eu queimei o arroz e deixei sem sal, mas o bife ficou ótimo. Ainda assim, arrumamos a mesa e comemos com pompa, como se fosse um banquete.

CENA 2: Acordei de tpm. Eu sabia que estava de tpm. Falei pra ele que estava de tpm. Depois de uma hora e meia torrando a paciência dele e fazendo cara de brava, ele pára no meu caminho, me impedindo de passar, e diz:
"benzinho, sua tensão pré-monstrual 'tá nervosa hoje, hein?"
Eu rio. Muito. E alivia a tensão.

CENA 3: O almoço foi macarrão alho e óleo. Ele descascou os alhos, mas eu cortei e fiz o macarrão, com todo o fogo e todo o cheiro. Deitamos para a sesta. Ele diz no meu ouvido:
"benzinho, você está um alhinho"
Eu faço cara de brava - "tá bom, já vou tomar banho".
E ele me abraça, me segura e diz "ôooo, minha macarronaaaadaaaa".


E eu agradeço a Deus pelo anjo torto que me apareceu no caminho.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Carnavais

Desde que eu virei "gente grande" (vá lá, depois que passei de 14 anos), passei a maioria dos meus carnavais fugindo da bagunça e aproveitando uma espécie de feriadão especial. Talvez porque, desde essa idade, sempre estava com namorado e querendo mais paz e carinho do que festa e curtição.

Aí veio 2005 e eu estava só. Ainda assim, troquei a folia pelo come-dorme do sítio do papai. Foi assim, mais uns dias de folga que passaram por mim.

Em outubro de 2005 eu cismei que ia pro carnaval do Recife do ano seguinte. Em dezembro, anunciaram pra mim que eu não ia poder mais, ganhei um bolo prévio. Aí veio uma amiga e chamou pro carnaval de Diamantina.

Em 2006 eu fui com o pessoal da Turma do Apito pra um carnaval super divertido lá em Diamantina. Eu nunca fui de muita farra e povão, mas esse pessoal, a casa onde a gente ficou e tudo mais contribuiu pra ser uma farra deliciosa e inesquecível. E quando eu voltei pra BH, já vim com a cabeça feita de que o ano seguinte seria em Recife.

E fui. Passei uma semana antes e a semana do carnaval inteira em Recife, em 2007. Carreguei dois amigos daqui de BH e encontrei a confeiteira do bolo anterior. A energia do carnaval de Olinda e Recife é inexplicável. A gente vê pela tv o pessoal pulando e fazendo festa, e acha que é só porque tem uma câmera filmando, mas não é. A alegria, a energia e a festa são tamanhas que não dá pra ficar parado.

Prometi que voltava em 2008. E tinha toda a intenção - já tinha até avisado ao namorado, isso em julho! Daí veio o emprego novo... O calendário dele... Aquelas datas estranhas... O preço absurdo das passagens pra quem precisa voltar na quarta-feira de cinzas... E o meu carnaval ficou pra lá.

Tinha me conformado com uma fugidinha pra um lugar no campo, com cachoeira ou algo que fosse parecido, mas o pai solicitou uma ajudinha numa empreitada de carnaval. E me programei pra passar os 4 dias em retiro cozinha-come-dorme, no sítio dele. Até que o namorado - esse workaholic incurável! - informou que estará trabalhando. Dou a maior força e sei que foi a melhor decisão, mas vi naufragando os planos de paz e carinho. Vou ficar num vai e volta danado - ou não. No final das contas, nada parecido com o planejado.

O coração aperta a cada reportagem, som ou imagem sobre o carnaval de Recife. Dá uma vontade louca de estar lá. Mas aí eu acabei de saber que a minha anfitriã nem estaria em casa. Que seria uma festa solitária. Que os amigos do ano passado tiveram outros planos. E que está tudo bem assim. E que o ideal é carnaval no Recife em anos ímpares... Então, quem sabe ano que vem? Vamos comigo?

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Indicado pelo Dj Roudg

http://charges.uol.com.br/charges/20080117som.swf

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Página trezentos e cinqüenta e seis
Homem Especial

Ele é incrível no que faz pra ganhar dinheiro. De verdade, não sou só eu que acho. Já ouvi vários depoimentos e presenciei várias situações que comprovam. Além disso, eu ainda não vi problema doméstico de ordem mecânica - elétrica - operacional que ele não tivesse resolvido (e não é só explicar como faz, é ir lá e fazer).

Ele é incrívelmente inteligente. Sabe muito mais coisas do que eu, sabe quase tudo o que eu sei, e olha que eu não sou lá muito burrinha. Aprende tudo rápido, tem uma memória absurda e um olhar perspicaz.

Ele é divertido - apesar de algumas piadas serem típicas de menino e eu não gostar... Faz piadas que todo mundo gosta, fala bobagens na hora certa, faz graça com coisas que parecem bobas (e são), mas fazem todo mundo que está por perto rir.

Conquistou todas as pessoas que eu vi ele conhecendo, sem contar o zilhão de amigos que ele tem, e os tantos com quem ele pode contar MESMO.

Me conquistou, é carinhoso, atencioso, me faz sentir a mulher mais bem quista e bem amada do planeta.

E ainda tem o bônus de sair do trabalho em plena quarta-feira e vir aqui, ficar me ouvindo reclamar e resmungar, chata e com gripe, fazer massagem, fazer carinho e me fazer acreditar de verdade que vai ficar tudo bem. Pra sempre.

Eu achava que não existia príncipe encantado. Nem sei se existe, mas sei que achei o meu homem perfeito.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Não adianta fugir das coisas

Mesmo as coisas que você acha que já superou continuam a te atordoar.

E as coisas que você varreu pra debaixo do tapete uma hora voltam.

Eu preciso reunir a papelada. Eu preciso voltar ao departameto. Eu tenho que requerer meu diploma. Por mais que eu esteja querendo distância disso tudo.

... o telefone toca, o nome da orientadora na tela e o coração na boca.

A consciência é a pior das prisões.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Prazer nas mínimas coisas

Faz dois dias que eu redescobri um prazer infantil.

Cola, tesoura e papel fazem obras de arte.

Ou, para os moderninhos de plantão, "papel picado e cola branca são uma excelente maneira de costumizar as caixas de presentes ou mesmo os super-práticos porta-trecos sem graça que você tem em casa".

Felicidade não custa caro, mesmo.

(Mas isso não quer dizer que coisas que custam caro não possam trazer felicidade. Ou alegria.)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Página trezentos e cinqüenta e cinco
Bicho Papão

Olha os emails, lê os remetentes e cabeçalhos e sente o coração gelar.

Email dela. Ela avisando alguma coisa. Por que tanto susto? Por que o surto? Que mal pode haver?

Depois de tanto sofrimento, tanto sentimento de culpa, de desespero, de urgência, qualquer coisa relacionada àquele período soa mais como martírio do que como recompensa.

Lê o email. Recados de cima, notícias da publicação do artigo. Artigo recusado, sugestões de correção. Reluta intensamente. Vontade nenhuma de corrigir. Mesmo sabendo o que é o certo. O certo é publicar. O certo é ter.

Certo? Pra quem?
Será que vai se arrepender?

Trauma. Uma corrosão interna causada pelo Bicho Papão do curso de mestrado. Uma entidade capaz de causar um profundo mal estar. E o eterno sentimento de culpa.

E lá se foi aquela paz. Pelo menos por hoje.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Página trezentos e cinqüenta e quatro
Vida em movimento

Sentiu-se impelida a tomar novas posturas. A princípio, uma voz real, uma voz phalante, murmurava coisas que tomava como verdadeiras, mas se sentia incapaz de realizar. Depois essa voz se internalizou, e sua própria consciência foi mudando a maneira de pensar.

E descobriu o não, a calma, uma forma de paz. Descobriu sorriso duradouro. Teve a sorte de encontrar apoio, abrigo e amor numa imagem linda, grande e máscula, apaixonante. Teve o prazer de entender que o mundo é bem mais simples que as minhocas de sua cabeça.

Pessoas pelas quais riu e chorou, cujas almas encontrou de maneira intensa, agora, passado esse tempo, eram apenas pessoas. Apenas pessoas do passado, que passaram de maneira importante, mas não criaram raízes.

E seguia a vida, na eterna busca da postura ideal.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Declaração de insatisfação

Grande rede de hipermercado, quinta-feira, 11 da manhã. Sabe quantos caixas estavam funcionando? UM. Mas tudo bem, porque em cada um dos caixas (INOPERANTES) tinha uma tv pro cliente assistir, enquanto espera.


Banco estatal. Uns 10 terminais eletrônicos: 4 para saque, 2 para pagamentos, 4 para depósitos. Inacreditavelmente (juro que é mesmo raro), apenas um estava inoperante. Ainda assim, fila de cerca de 15 pessoas no terminal de saque, e outras 7 pessoas na fila para depósitos, além é claro de um dos terminais de depósito ter sido deslocado para a criação de um caixa especial para idosos, cuja fila contava com 4 pessoas. Sem filas para os terminais de pagamentos.

Pra piorar, a gentil senhora que estava na minha frente, na fila para DEPÓSITOS, chegou ao terminal e pagou seis contas. E eu fiz o meu depósito em 3 minutos, depois de passar 27 minutos na fila.

=O|

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Página trezentos e cinqüenta e três
A menina e a trave

Era assim, sempre e todo dia. Queria muito dançar, até se acabar, o tempo todo. E queria o tempo todo o namorado junto, rir e fazer carinho e viver o tempo todo. E o namorado não dançava. Precisava escolher.

Queria fazer dieta, ficar magra, linda, elegante e saudável. Almoçava em casa, por capricho da mãe, que insistia em cardápios como gnocchi, omelete, lasagna. "É só isso que você come mesmo". E não queria irritar ninguém, só queria ser mais saudável. Precisava escolher.

Queria acordar, resolver todas as coisas, se divertir e fazer o dia render. E queria curtir a manhã chuvosa no conforto do edredon, do travesseiro, da cama. Precisava escolher.

Escolheu viver assim, como ginasta olímpica: nunca de um lado, nunca do outro. Em cima da trave, fazendo estripulias.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Oi de novo!

Voltei! Muitos quilômetros na bagagem, muitos quilos novos no corpinho, mais paz no espírito e pronta pro ano novo.

Faz muito tempo que eu não me sinto tão bem num começo de ano. Estou bem comigo, e acho que esse há de ser o melhor ano da minha vida. E nem sei porquê.

FELIZ 2008, pessoas.

Páginas viradas