quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Página trezentos e cinqüenta e oito
Uma das origens da neurose

Eu sou uma mulher redundantemente neurótica. Não escondo, não me orgulho, simplesmente sou.

O que significa ser uma mulher neurótica? Significa achar um milhão de possibilidades, razões, desfechos e sentimentos pra cada evento do dia-a-dia. Entenda-se por "evento" qualquer coisa. Inclusive a meia calça desfiar na porta do carro.

Pois bem, eu tenho pra mim que descobri uma das origens da minha neurose crônica.

Mulheres têm sexto sentido, diz a lenda, e eu tenho certeza que a minha intuição é poderosa sim. Várias vezes eu "senti que devia fazer" alguma coisa e percebi que o resultado foi ótimo sem ter pensado e analisado.

E o que acontece quando a mulher (eu!) começa a pensar se aquilo é intuição ou pensamento? E quando ela resolve pensar e analisar todas as possibilidades? Então ela duvida do próprio sexto sentido, ou credita pensamentos próprios a uma espécie de intuição.

É aí que a porca torce o rabo. É aí que a neurose ataca como uma voadora no estômago. E é aí que ela precisa repetir as sábias palavras do Chaves: "ninguém tem paciência comigo".

3 comentários:

Anônimo disse...

Neurotica, eu? Como assim?
Quem disse?

Anônimo disse...

Nusga...que medo!

Quem sou eu disse...

Minha neurose é a paranóia.