[Em algum lugar das muitas matemáticas que estudei, havia auto-valores, havia auto-vetores...]
Às vezes ela esquece o valor que tem. Joana, lembra dela? Eu esqueci o nome novo dela. Eu esqueci várias coisas, na verdade... Mas eu ainda lembro como ela se sente.
Joana é aquela que tem os valores internos e almeja os externos. A que sente inveja da elegância, da coragem e do despojamento da outra. Mari, se não me falha a memória, a outra.
E não importa o quanto ela saiba, Joana simplesmente não sente que faz diferença no mundo. Mesmo que pessoas queridas entreguem abraços deliciosos cheios de "saí daí, coisa que faz chorar", beijos de "mas eu te amo, viu" e afins. E isso é absurdamente injusto.
Joana, injusta. Se pudesse, escreveria nas estrelas o quanto as pessoas são importantes. Mas às vezes explicar demais é complicar demais. Quase sempre, talvez... Será?
Há de ser uma fase. Há de ser. Porque, todo mundo sabe, Joana e Mari moram juntas no mesmo corpo. Desde sempre, para sempre. Algo há de acontecer e reestabilizar tudo isso. Algo que multiplique esse baixo auto-valor e o transforme num merecido e real valor de mercado, de mundo, de vida.



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