quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Tchau, beijo.

Segundo o blogger, esta é a minha centésima postagem nesse endereço. Bacana.

Me caiu a ficha de que muitas das pessoas que convivem comigo lêem o meu blog. Porque a gente nunca sabe, né? Não tem catraca na entrada. Mas, pra variar, eu fui toda empolgada contar pra Marina que acordei cedo à toa, que ganhei um bolo em pleno domingo, e ela, plácida e linda como sempre, me respondeu "é, eu li o seu blog". Tóim.

Pois então, pra quem não sabe ainda, eu tô saindo do ar hoje (será que existe alguém que não sabe ainda?) e só volto no ano que vem. E o lugar pra onde estou indo não tem internet, nem telefone fixo, e tem que fazer determinadas posições de Yoga pra conseguir sinal de telefone celular... dos outros! O meu Oi cor-de-rosa com certeza nem vai funcionar lá. Estarei incomunicável até 06 de janeiro, digamos.

Por isso, vim me despedir de todo mundo. Dizer pra todo mundo que eu desejo o Natal mais lindo que eles já tiveram, e o Reveillon mais feliz de todos.

Pra minha amiga querida Socorrinha, eu desejo paz, muitos abraços, e paciência. Não tem jeito, meu bem, aconteceu e a gente não tem como fugir dos planos Dele. Pode chorar, que limpa a alma, mas não deixa de rezar pedindo pra ele ir bem pro lado de lá, continua desejando o melhor pra ele, mesmo que já não seja o melhor pra você. E lembra que eu (e as meninas também) te amamos muito, tá? Não será um FELIZ NATAL, eu bem sei, mas tenta não ficar triste demais da conta, viu? E você vai estar nas minhas orações também.

Esse ano eu não vou escrever retrospectiva. Algumas partes dele, eu juro, eu queria esquecer. Chorei muito demais da conta esse ano. Então deixa quieto. Duas menções honrosas: recebi o título de mestre em Química, Química Analítica (apesar de faltarem algumas burocracias pra eu pedir o diploma, coisinhas que empurrei com a barriga), e ganhei um presente grande, lindo, carinhoso e que eu amo demais da conta, que é o Xandi. Não que não tenham acontecido outras coisas muito legais no meu ano, mas essas aí são hors concurs.

Brigada a quem esteve por aqui, eu tenho um carinho muito especial pelo meu blog, e fiquem com Deus.

Beijos. ATÉ 2008!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Rapidelas

*Inacreditáveis as cartinhas para Papai Noel, escritas pelos meus amigos. Leiam.

Gauzita quer uma Grand Cherokee, entre outras coisinhas...

Ira, menina Janaína, pediu 22 coisinhas, só.

E o Grilo "escreveu a carta à mão"...


**Inacreditável cena agorinha.

É domingo de manhã, eu acordei cedo sabe-se lá porquê motivo - tá, o namorado falou em tomar café comigo no Mercado Central e eu acreditei - e o pai me pediu pra achar uma música pra ele na internet. Achei, e junto com ela um cd inteiro de músicas do Ataulfo Alves. Tô aqui testando o cd, e ouvindo as músicas, a primeira era "Ai! Que saudades da Amélia". Atenção para as versões que meu pai cantarolava enquanto a música rolava:

"Amélia não tinha a menor vergonha
Tomava bolinha e fumava maconha"

"Amélia não tinha a menor vaidade
Tirava a calcinha e ficava à vontade"


***Essa Tatiana Mollman é simplesmente inacreditável!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

A cartinha para Papai Noel - ou uma lista de desejos impossíveis

Querido Papai Noel,

Não que eu tenha sido a menina mais boazinha do ano, mas eu consegui os meus 60% e por isso tenho direito a presente sim. Nem adianta torcer esse nariz de batata. A regra é clara e eu estou no meu direito.

Vou montar uma listinha simples, com certeza o senhor, a Mamãe Noel e os duendes vão dar conta do recado.

O primeiro presente que eu quero é uma roupa linda, esvoaçante e sexy, junto com um penteado prático mas deslumbrante, que eu possa usar para dançar. Pensando melhor, é bom me arrumar uns quatro kits desse, de preferência intercombináveis, porque eu tenho um mínimo de 12 bailes pra ir no ano que vem.

Logo em seguida, eu quero um SCRABBLE (no final da década de 1970 chamava PALAVRAS CRUZADAS, segundo ouvi falar, mas não vá se confundir), e quero alguém pra jogar comigo de vez em quando.

Ainda no quesito dança, me arruma também - por favor, claaaaro, Papai Noelzinho lindo do meu coração - um par de sapatos lindamente estonteantes, leves como pluma, cheirosinhos e que protejam meus dedinhos de pisadas alheias.

Quero também uma cota de associação na fábrica da Nestlé, de modo que eu possa receber os meus rendimentos - podem ser até bimestrais, eu não ligo - em chocolates e delícias similares.

E quero ainda um relógio especial que faça o tempo parar pro resto do mundo, e só as pessoas que estiverem tocando esse relógio possam se mover. Para eu aproveitar melhor alguns momentos bem específicos.

Acho que é só, por esse ano. Saúde e paciência pra agüentar o mundo eu peço pro Papai do Céu, que é pra não sobrecarregar ninguém.

Feliz Natal, e obrigada,
Maria Bonita.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Quase de férias...

... e hoje eu joguei Scrabble com o prof. de Física, lá na escola. Adorei. Perdi por 249 a 250, acho que foi bem justo.



Se alguém ainda estiver pensando no que quer me dar de Natal, eu aceito o Scrabble e a promessa de que vai jogar comigo de vez em quando.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Página trezentos e cinqüenta e dois
Contadores de histórias no país das novelas

A Charnizon foi a Israel por motivos familiares. Eu nem tinha entendido muita coisa, mesmo ela tendo ido se despedir e coisa e tal. No blog dela, devagarinho, ela vem contando o que está acontecendo, como, a evolução e involução de processos, as sensações e coisas e tal.

A Charnizon está contando uma história. Sem a menor pretensão literária, sem se preocupar com ortografia, sem nada. Escreve no blog as impressões do tempo que está passando por lá. E a história tem mocinha (a SuperNanny tia ANA!), tem vilão, tem ambientação. E eu vou, todo dia, sedenta por mais um pedacinho da história, sempre torcendo pelo final feliz.

Não sei se todo mundo é assim, se todo brasileiro é viciado em novela, seja ela televisionada, digitada num blog ou delicadamente impressa e encadernada num livro. Sei que ler o blog dela tem sido um enorme prazer, como degustação de chocolate, como fruta no pé no fim de uma tarde de férias. E, se ela quiser, eu acho que isso tudo deveria virar um livro.

Às vezes eu sonho com um mundo de menos novelas e mais livros. Não que as novelas sejam de todo piores, ou os livros sempre melhores. É a liberdade que faz a diferença. A novela depende da audiência e publicidade, a liberdade dos temas é restrita. O livro ainda depende um pouco dos compradores, e outro tanto de publicidade, mas chega para esse confronto pronto, encerrado, livre. E talvez more nos blogs o espaço democrático, livre e gratuito dos contadores de história.

O caráter de entretenimento da novela compete com o caráter cultural e educativo da língua escrita. E a preguiça do passar de páginas compete com a facilidade de fazer-mil-coisas-ao-mesmo-tempo enquanto se assiste tv. É necessário tempo pra ler. Essa cultura tem preço (tempo é dinheiro?).

De uma forma ou de outra, resta agradecer à criativa massa brasileira, incríveis contadores de história, e aprender muito e sempre com os tropeços dos outros, pra precisar tropeçar menos.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

terapia

eu me apego às coisas.

não é de hoje nem de ontem.

eu, 2 aninhos de idade, andava pela casa com um pedaço do que outrora tinha sido um cobertor.

... hoje estou remexendo o meu quarto inteiro. joguei fora uma caixa de cartas com mais de 5 anos de idade. joguei fora duas caixas de fitas k7. sinto que um pouquinho da minha história está indo pro lixo.


não. não e não e não. são só as provas materiais. eu posso me livrar delas. eu tenho esse direito. a memória ainda existe e não vai pro lixo.

de mais a mais, o meu mundo é muito feliz hoje, e eu preciso abrir espaço pra essa vida nova começar.

já tive vários anos muito bons, mas 2008 há de ser o primeiro dos melhores anos da minha vida.
você vai estar por perto?

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Página trezentos e cinqüenta e um
Sociedade carente

Minha vida tem passado por momentos atípicos. Dias atrás eu passei muitas várias horas fazendo companhia a uma tia hospitalizada por problemas de trombose. Hoje, ontem e provavelmente amanhã, e quiçá outros dias do porvir, tenho vindo à escola onde trabalho para cumprir o meu horário regular, apesar do singelo detalhe de não haver viv'alma para quem eu pudesse ensinar uma coisa qualquer. A vida mandou, eu vou cumprindo.

Nesses momentos, tenho tido tempo de sobra para conversar, pensar, analisar e coisas afins. E esse conversar tem um sentido muito especial que eu venho reparando mais e mais. Talvez não seja uma questão com a sociedade, talvez seja o diminuto círculo de pessoas do meu convívio íntimo, mas creio que as pessoas estão cada vez mais carentes.

Notei, por exemplo, que durante alguns dos diálogos que tive, não precisei responder mais do que algumas poucas interjeições ou onomatopéias para que o meu interlocutor falasse por uma hora ou mais. É como se o diálogo, de tão raro, se tornasse uma espécie de desabafo. Aprendi a história de um ano e meio de reviravoltas na vida de fulana, todos os bastidores do submundo profissional da vida de ciclano, todas as possíveis complicações e tratamentos para pelo menos umas quatro doenças. E tudo sem esboçar pergunta alguma.

[Senhor Grilo, Senhora Pinheiro e demais simpatizantes da idéia: agora é a hora em que vocês acham que eu quero me mudar para algum tipo de sociedade alternativa.]

Fico pensando nas várias representações da vida nos tempos antigos que já vi em livros, em filmes, em novelas e outras formas de arte. Imagino aquela época em que os homens saíam para obter o sustento, enquanto as mulheres cuidavam da casa e dos filhos. É certo que o círculo de amizades e convívio era infinitamente menor do que os que encontramos hoje, mas as mulheres tinham pequenos grupos e conviviam com outras mulheres e seus filhos na vizinhança, enquanto os homens podiam socializar com os colegas de profissão e trabalho.

Sábado era dia de descansar com a família, e não de fazer o curso da pós-gradução pra não perder o emprego. Domingo era dia de ir pra casa da mãe - ou da sogra, ou da avó - e desfrutar preguiçosamente da convivência dos familiares, conversar sobre tudo, sobre nada, dialogar.

Acredito que havia tempo, naquela época, para as pessoas serem humanas, menos que esportistas ou profissionais. Acredito que nossos egos involuíram pra isso que chamamos de sociedade desenvolvida. E, apesar de sociedade, estamos individualmente cada vez mais carentes. Pobres de nós.