Há quase cinco anos, escrevi no meu blog, ainda na era zip.net, um texto assim:
"Hoje eu queria escrever sobre aqueles momentos em que a gente encontra a encruzilhada e precisa decidir pra que lado vai. Depois eu achei que, caso eu colocasse meu coração aqui, talvez depois, quando eu fizesse a escolha inversa, eu me arrependeria de algo que tivesse escrito. E que, em não colocando o meu coração, o texto ficaria... bem, ficaria muito ruim." (aqui)
É isso. Preciso conversar com alguém que não me critique, que não me julgue, que me escute e saiba que, mesmo afirmando de maneira veemente que eu sei o que devo fazer, posso acabar não fazendo. E que não use isso contra mim.
Estou mais madura que há cinco anos, mais segura de mim. Por outro lado, é muito diferente e mais difícil, nessa história com outras personagens. Meu coração de muléburra me diz que o certo é esperar. Esperando, o meu corpo e a minha alma andam sofrendo e pagando os pecados desse coração.
O fim é um começo, mas ainda assim é um fim. Não sei se estou pronta pro fim de tudo, mas estou pronta pra acabar com essa tristeza que começa a parecer infinita... Tão intensa quanto a alegria dos dias felizes.
sábado, 28 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
Coisas que iam ficando por escrever
Eu quis dizer essa semana... ou no fim de semana... ou sei lá quando foi:
Talvez o pior não seja sentir que não me adapto a esse mundo. O pior pode ser raciocinar que, se ando enxergando o mundo todo errado, o problema talvez esteja em mim. Isso cria um paradoxo de tortura em que não me adapto a esse mundo errado porque talvez errada esteja eu, mesmo que eu sinta que estou certa. Angústia crônica.
Por outro lado, ontem:
No posto de gasolina, o frentista com um rosto perfeitamente familiar. Lindinho por sinal. Me reconheceu e perguntou se ainda dou aula. Lembrei de quando o conheci, lembrei de porque deixou de ser meu aluno - mudou-se de bairro, mudou-se de escola - e então contou a pior parte daquilo tudo. Ao mudar de bairro, foi para a escola pública, onde passou a ser o melhor aluno - mesmo tendo sido mediano até então. De posse desse relativo sucesso, passou a não freqüentar as aulas - sempre há algo melhor a se fazer do que ir às aulas? - e foi reprovado no segundo ano do ensino médio. Trabalhou com o pai, não se adaptou. Tentou um negócio próprio, teve prejuízo. Agora faz supletivo, e trabalha de 14:40h às 23h num posto de gasolina. Todos os trabalhos são dignos, mas foi um pouco chocante pra mim.
E, por fim...
Alguém já ouviu um adulto mais velho dizendo que estudou em escola pública quando a escola pública era melhor que a particular?
Sempre me perguntei como foi que tudo mudou. Me ocorre que a exigência de escola obrigatória para todos, sob responsabilidade do Estado, tenha causado tudo isso. Porque estudar envolve um esforço pessoal que é voluntário. Obrigado, o indivíduo não necessariamente se esforça. E caem os índices. E mudam-se as avaliações e didáticas e pedagogias para melhorar os índices - e não o ensino...
O que me assusta mais é pensar que o ensino superior ganha ares de obrigatório. Ou pelo menos indispensável. Que, ao invés de financiar bolsas de estudo em escolas particulares, queiram enfiar todo e qualquer aluno em estabelecimentos que, desde a fundação, foram pensados como centros de excelência em pesquisa e ensino - e não somente escola-para-o-emprego.
Tenho medo de, daqui a alguns anos, ser aquela que diz "eu estudei em universidade federal, no tempo em que elas eram melhores que as particulares"...
Talvez o pior não seja sentir que não me adapto a esse mundo. O pior pode ser raciocinar que, se ando enxergando o mundo todo errado, o problema talvez esteja em mim. Isso cria um paradoxo de tortura em que não me adapto a esse mundo errado porque talvez errada esteja eu, mesmo que eu sinta que estou certa. Angústia crônica.
Por outro lado, ontem:
No posto de gasolina, o frentista com um rosto perfeitamente familiar. Lindinho por sinal. Me reconheceu e perguntou se ainda dou aula. Lembrei de quando o conheci, lembrei de porque deixou de ser meu aluno - mudou-se de bairro, mudou-se de escola - e então contou a pior parte daquilo tudo. Ao mudar de bairro, foi para a escola pública, onde passou a ser o melhor aluno - mesmo tendo sido mediano até então. De posse desse relativo sucesso, passou a não freqüentar as aulas - sempre há algo melhor a se fazer do que ir às aulas? - e foi reprovado no segundo ano do ensino médio. Trabalhou com o pai, não se adaptou. Tentou um negócio próprio, teve prejuízo. Agora faz supletivo, e trabalha de 14:40h às 23h num posto de gasolina. Todos os trabalhos são dignos, mas foi um pouco chocante pra mim.
E, por fim...
Alguém já ouviu um adulto mais velho dizendo que estudou em escola pública quando a escola pública era melhor que a particular?
Sempre me perguntei como foi que tudo mudou. Me ocorre que a exigência de escola obrigatória para todos, sob responsabilidade do Estado, tenha causado tudo isso. Porque estudar envolve um esforço pessoal que é voluntário. Obrigado, o indivíduo não necessariamente se esforça. E caem os índices. E mudam-se as avaliações e didáticas e pedagogias para melhorar os índices - e não o ensino...
O que me assusta mais é pensar que o ensino superior ganha ares de obrigatório. Ou pelo menos indispensável. Que, ao invés de financiar bolsas de estudo em escolas particulares, queiram enfiar todo e qualquer aluno em estabelecimentos que, desde a fundação, foram pensados como centros de excelência em pesquisa e ensino - e não somente escola-para-o-emprego.
Tenho medo de, daqui a alguns anos, ser aquela que diz "eu estudei em universidade federal, no tempo em que elas eram melhores que as particulares"...
sábado, 7 de março de 2009
87,4% melhor
Sabe o que é bom pra todos os males dessa vida?
AMIGOS.
Especialmente aqueles que você nem sabia que gostavam tanto assim de você...
AMIGOS.
Especialmente aqueles que você nem sabia que gostavam tanto assim de você...
domingo, 1 de março de 2009
Atualizando
Fevereiro chegou, matamos a saudade de umas, de outras, da festa, do descanso.
De novo, percebo, paciência e respeito são as minhas palavras de ordem, porque o meu espaço foi inúmeras vezes desrespeitado, e me deixei levar pela impaciência (algumas vezes).
Me diverti, ri, cantei, e voltei. Não tão rápido assim.
Vôo cancelado: muita, muita dor de cabeça. Desfizeram todo o meu relaxamento.
De volta ao mundo, uma chuva de problemas sobre minha cabeça. Família, família...
Carente, amando, reticente, certa, errada... e chorando, no final. Por que tem que ser assim?
"Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente...
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre
Sempre acaba...
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem..."
Não estamos? Ficaremos? Até quando?
O tempo é uma entidade ingrata, mal-criada, mimada e cruel.
Enquanto isso, trabalho pra viver e sobreviver ao redemoinho do mundo.
Se você gosta de mim, não me faça perguntas, me ofereça abraços. Por mais que eu esnobe, é disso que eu preciso. Nem sei onde estou, não sei pra onde vou, mas aqui e agora não estou feliz.
De novo, percebo, paciência e respeito são as minhas palavras de ordem, porque o meu espaço foi inúmeras vezes desrespeitado, e me deixei levar pela impaciência (algumas vezes).
Me diverti, ri, cantei, e voltei. Não tão rápido assim.
Vôo cancelado: muita, muita dor de cabeça. Desfizeram todo o meu relaxamento.
De volta ao mundo, uma chuva de problemas sobre minha cabeça. Família, família...
Carente, amando, reticente, certa, errada... e chorando, no final. Por que tem que ser assim?
"Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente...
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre
Sempre acaba...
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem..."
Não estamos? Ficaremos? Até quando?
O tempo é uma entidade ingrata, mal-criada, mimada e cruel.
Enquanto isso, trabalho pra viver e sobreviver ao redemoinho do mundo.
Se você gosta de mim, não me faça perguntas, me ofereça abraços. Por mais que eu esnobe, é disso que eu preciso. Nem sei onde estou, não sei pra onde vou, mas aqui e agora não estou feliz.
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