quinta-feira, 31 de julho de 2008

Aniversário

Fiquei pensando em alguma imagem pra deixar aqui, celebrando a idade nova.

Foi quando, de repente, me deparei com o fato de que VINTE E SEIS é o número atômico do Ferro.

Então é isso. Entrei hoje na idade do Ferro.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Página trezentos e setenta
WirelessLESS

Wireless significa sem fio. E eu estou wirelessLESS, ou seja, minha conexão sem fio não está funcionando. O que significa, por sua vez, que o meu notebook não está acessando a internet.

Outro meio de acesso é o pc, o computador que atualmente chamamos "computador da mamãe", já que todos nós temos máquinas portáteis. O computador da mamãe fica um lance de escadas acima do meu habitat. Pra quem está de férias, no auge da preguiça, isso é longe demais.

Por essa combinação de fatores, estou me sentindo nostálgica. Uma certa celebração ao meu passado não tão distante. Voltei a ler, muito mais do que lia ultimamente, e especialmente com muito mais prazer - em detrimento dos inúmeros artigos científicos que digeri nos últimos anos. Ler com a tv desligada, a propósito. Isso faz muita diferença. Acho que li dois ou três livros no ano passado, e três no mês passado.

Voltei a bordar, a costurar, a "manufaturar"... Fazer com a mão. Andei até mesmo cozinhando, ora vejam. Nem o meu Ipod tenho ligado. Vi vários filmes, mas ao invés de sintonizar a HBO - que sempre tem os filmes mais recentes -, tenho assistido ao TNT, Cinemax e outros. Filmes por eles mesmos, e não pela novidade.

Pode ser efeito das férias, que acabam jajá. Pode ser uma espécie diferente de período pré-aniversário. Sei que nem o espelho me reconhece nesses últimos tempos. Vou indo, longe de emails, blog, orkut. Andando assim, sem internet sem fio. Dá saudade, mas daquela boa. Aquela que sabe que é só subir as escadas e alcançar tudo de novo.

[Como agora, que eu subi as escadas pra dar uma olhada no mundo além da minha janela.]

sexta-feira, 18 de julho de 2008

só pra constar

A leitura do jornal que assinamos aqui em casa pode ser estranha e irritante.

Ontem, uma colunista de fofocas (sim, eu leio o caderno de cultura INTEIRO, horóscopo e crônicas e colunas e tudo-o-mais, estou de férias) dizia que Ticiane Pinheiro tinha sofrido um aborto - o que eu já sabia, já tinha lido antes na internet - e que, por isso, não ia cobrir as férias de Ana Hickamn, o que foi uma surpresa para todos. [Insira um palavrão], o dia que um aborto sofrido por uma mulher de 20 e poucos anos não for uma surpresa, e a ausência dessa mulher ao trabalho não for esperada, e isso for realmente parte da notícia, valha-me Nossassinhora! Enfim, texto escrito por alguém que não pensou antes. Irritante.

A parte estranha é que um colunista desse mesmo caderno discutia a qualidade dos espermatozóides de homens com mais de 40 anos. Segundo o colunista, um artigo declara que a qualidade dos espermatozóides decai após os 35 anos, aumentando a possibilidade de abortos, apesar dos casos esporádicos de papais setenta ou oitentões de que se tem notícia. Pois bem, Roberto Justus completou 53 tenros aninhos. E, pelo que eu conheço desse colunista, ele neeeeem imaginava que a notícia da Ticiane ia estar no mesmo caderno. Ele nem deve saber quem é a Ticiane. Estranho.

domingo, 13 de julho de 2008

Página trezentos e sessenta e nove
Contos e Ilusões

Uma alma caridosa me emprestou dois livros para o recesso escolar. Eu não tinha pedido, nem conheço os autores, nem nunca tínhamos conversado sobre os livros. Ele me disse "trouxe dois livros pra você, acho que você vai gostar. Esse é de contos meio de suspense e terror, esse outro é mais divertido, mas eu acho que você vai gostar gostar dos dois."

Sabem, né? Eu não acreditei muito não. Como ele disse que o outro era mais divertido, comecei com os contos. Na verdade, ainda não passei da introdução, mas vim correndo contar que a alma caridosa acertou em cheio. Logo na introdução, na segunda página, eu encontrei o texto abaixo, e percebi que vou realmente gostar dos livros.

"(...)e eu quis saber de onde vinham as histórias.
Esse é o tipo de pergunta que você se faz quando inventa coisas para viver. Ainda não estou convencido de que seja uma ocupação adequada para um adulto, mas agora é tarde demais: tenho uma carreira de que eu gosto e que não envolve levantar muito cedo pela manhã. (Quando eu era criança, os adultos diziam-me para não inventar coisas, alertando-me sobre o que aconteceria caso não obedecesse. Até agora, o que posso dizer é que isto significou inúmeras viagens ao exterior e não ter de levantar cedo demais pela manhã.)" [Neil Gaiman em Fumaça e Espelhos - Contos e Ilusões.]

Porque o que te contam na infância pode ser ilusão de adulto, e as ilusões da infância têm pouca chance no mundo dos adultos.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Leonina em pré-festa

Sinto meu aniversário chegando.

Me sentindo mais metida a besta, me achando mais capaz, pensando que tudo o que eu faço é o máximo...

E junto com a festa, a idade. Oficialmente, estou me despedindo dos vinte e POUCOS pra entrar nos vinte e MUITOS.

Esses dias eu tenho pensando muito em tempo. Definitivamente, o aniversário vem aí.


p.s.: LEITURA OBRIGATÓRIA DO DIA:
08/07/2008 - Cruzamento. De Antonio Prata.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Página trezentos e sessenta e oito
Campanha MB para uso de camisinha

Você já ouviu falar em usar camisinha para evitar DSTs. Já ouviu pedidos pra evitar gravidez indesejada com o uso adequado de preservativo.

Hoje, lendo o jornal, me achei no direito de gritar a altos brados: USE CAMISINHA. Pelo bem do mundo.

A enfermeira curitibana jogou o próprio bebê da janela do sexto andar porque não queria o filho. Alguns muitos meses antes disso, ela quis sexo e com certeza se esqueceu da camisinha. Não houvesse filho, a loucura (ou bipolaridade, ou sei lá como seria adequado chamar) não seria exposta ao mundo nas páginas dos jornais.

Alguém aqui acha que Isabella Nardoni, apesar de muito amada, foi um bebê planejado?

Falo em nome dos muitos casais pelo mundo real que desejam ardentemente um bebê e ainda não conseguiram, ou dos muitos outros que têm um amor indescritível pelos seus filhos. Falo por cada um que se indigna ou se entristece quando lê tanto desamor no mundo.

Use camisinha. Não ponha no mundo um filho que a mãe vai cuidar por obrigação. Não ponha no mundo um filho que pode sofrer violências tão absurdas nas mãos de pessoas que deveriam ser as primeiras a proteger.

Use camisinha. Sejamos mais felizes.