quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Página trezentos e quarenta e seis
Dia das Bruxas

Eu tinha me esquecido que hoje é o dia das Bruxas. Halloween. Sabe de onde veio esse nome? Eu sei. E claro que eu vou escrever aqui agora. Se você também já sabe, pule para o próximo parágrafo ou continue por sua conta e risco. O dia primeiro de novembro é o dia de todos os santos ("All hollow", em inglês). A véspera é o dia 31 de outubro ("eve", em inglês, funciona também como véspera, tipo véspera de Natal é Christmas Eve, e na verdade é meio que uma redução da palavra evening, noite, pensada como noite anterior). Daí que o dia 31 de outubro é a véspera do dia de todos os santos, All Hollows Eve, halloween. Estranho, mas é verdade. Pelo menos pra mim.

Enfim... como eu ia dizendo, eu tinha me esquecido que hoje era dia das Bruxas, e só lembrei porque passei lá pelo blog da Jana (a.k.a. IRA) e ela desejou feliz dia das bruxas a todos. Ao ler o tal desejo, me lembrei que, no caminho de volta do trabalho, eu vi uma menininha, do alto dos seus 7 ou 8 anos, de collant preto, meias pretas, sapatilha preta, capa e chapéu de bruxa, feliz da vida carregando algumas sacolinhas de compras.

Essa menininha me despertou uma vontade de falar da minha inveja de algumas pessoas que são capazes de se vestir ou sei lá, fazer qualquer coisa com o próprio visual, sem se importar a mínima com a opinião alheia. Tipo uma menina que estudou comigo no ensino médio e, de quando em quando, fazia duas tranças no cabelo e enrolava, uma de cada lado. (Imagens mentais pra facilitar: ChunLi, do Street Fighter; Princesa Léia, Guerra nas Estrelas.) Devia dar o maior trabalho pra fazer, e ela parecia gostar muito do resultado, ao contrário do pensamento de nós, pobres meninas certinhas que olhávamos e achávamos muito estranho.

Certa era ela. Certa é a menininha feliz com a sua roupa de bruxa em pleno sol de meio dia. E daí pros outros? Se eu quero, eu posso e não fere ninguém, eu tenho mais é que fazer o que eu bem entender. Ou deveria. Um dia eu aprendo. E não se assustem se eu sair por aí, vestida de fada, de boneca de louça, de borboletinha... Brincadeira.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Página trezentos e quarenta e cinco
Sociofobia

Acho que tenho fobia de gente.

Não me sinto bem em grandes aglomerações, e isso não é de hoje nem de ontem.

Não sei manter conversações banais sobre o nada, simplesmente para parecer simpática a alguém completamente estranho.

Não consigo fingir entrosamento com pessoas que não conheço direito.

Só consigo me abrir com pessoas em quem confio, e só consigo confiar em algumas poucas pessoas.

Não tenho o menor talento para puxa-saco, apesar de ter prazer em apontar as qualidades que verdadeiramente enxergo nas pessoas.

Não gosto de mentir. Uso o artifício somente em casos de necessidade extrema.

Obedeço (a maioria das) regras simplesmente por acreditar que elas tornam o mundo mais harmônico.

Me irrito com pessoas que não se importam com o próximo o suficiente pra, de quando em quando, suprimir as próprias vontades em prol de um bem comum.

Odeio maus motoristas: aqueles que dirigem como se os carros deles fossem os mais importantes do mundo; a pressa deles, as maiores; as idéias deles, as mais certas.

Gosto muito de algumas pessoas. Gosto de muitas pessoas. Não gosto de várias pessoas.

Não sou a pessoa mais popular do planeta, nem pretendo ser. Só quero que algumas pessoas que eu gosto e me importo me gostem bastante também.

Mentira, eu quero que todo mundo me ame. Só não quero comprar esse amor, quero que me amem por quem eu sou, não pelo que eu me transformei pra agradar e conquistar.

Às vezes eu tenho uma certa fobia de andar no mundo em que vivo. Às vezes acho que está tudo muito errado, e é chegada a hora de um dilúvio, uma nova Arca de Noé. Isso não garante a minha permanência, mas às vezes acho que preferia não estar nesse mundo tão ególatra.

Talvez eu esteja desenvolvendo uma espécie de sóciofobia. Um medo de gente, gente estúpida, hipócrita e mentirosa.

Talvez o melhor mesmo seja juntar os meus trapinhos com os dele (que disse que me ama...) e ir fazer uma vida num lugarzinho pequeno, de pouca gente, pouca pressa. Talvez o melhor refúgio seja a fuga.

"Vamos fugir desse lugar, baby?"

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Preocupados?

Ouvi rumores de que as pessoas estão preocupadas, já que eu tenho ficado longos períodos sem atualizar o blog.

Não pretendo assustar ninguém, mas acabo de constatar que eu fiquei dois dias inteiros sem entrar na internet e sem olhar o meu email.

Preparem-se: O FIM DO MUNDO SE APROXIMA!

*risos*

p.s.: e a culpa não é do meu benzinho.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O grande retorno

ELE VOLTOU.

COM A BARBA LINDA.

COM O CHEIRO DELE.

ME DEIXANDO NAS NUVENS.

E TRAZENDO CHOCOLATE!

(nem se eu pedisse vinha perfeitinho assim...)

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Página trezentos e quarenta e quatro
Almodóvar

Eu agora posso falar do alto da experiência de quem assistiu a quatro de suas obras: Almodóvar é bom de assistir. É inteligente, é bem feito - e olha que o namorado me botou a mania (ou seria defeito?) de ficar reparando enquadramento, luminosidade e o escambau na telinha, seja lá o que eu esteja assistindo.

Claro, não é pra assistir com olhinhos pudicos de quem assiste a Julia Roberts de mocinha do filme na sociedade americana. Ele mostra o que quer, expõe sem traumas de TFM (pra quem não sabe, Tradicional Família Mineira, recatada por natureza). Tem que se despir de preconceitos - e se me oferecessem essas doses há quatro anos atrás, eu só diria "Credo!".

Assisti a "Volver", minha estréia nos filmes dele. Depois enrolei por alguns muitos meses, e cheguei finalmente a "Má educação", "Tudo sobre minha mãe" e "Fale com ela", assistidos nessa ordem.

De todos, somente "Tudo sobre minha mãe" - que eu suponha ser o mais legal, tamanho o chavão que encerra - me deixou um pouco desapontada. Me vi como quem lê um capítulo de um bom livro: é bem escrito, bem tramado, mas é apenas um capítulo, ali, sem começo nem fim. Pelo menos foi assim que me senti.

Nos outros, a narrativa tem sempre um evento principal se desenrolando, e aos poucos outros pedaços de história se encaixam, matando a curiosidade do espectador, clareando os cantos e expondo completamente a história que se quer contar.

Eu adoro esse estilo narrativo. Aquele que propõe uma pergunta instigante e corre atrás da resposta, com ritmo certo pra fazer sentido.

Além disso, os filmes têm uma fotografia diferente, de cores vibrantes, e cada um deles traz pelo menos uma cena específica que é simples, completamente diferente de tudo o que já se viu, e ao mesmo tempo carregada de significado. Como, em Volver, a cena do sangue no papel toalha.

Se você não está preparado pra lidar com cenas homossexuais, sexo com e sem romantismo, violência de horas absurdas e humanas (e não de super homens tentando salvar o planeta Terra do Mal), então talvez você deva se dar mais um tempo pra amadurecer e poder aproveitar de fato o filme. Caso contrário, eu recomendo. Má Educação e Volver, mais fortemente cotados, Fale com ela, também muito bom, e até mesmo Tudo sobre minha mãe, pela experiência de assistir à "alta costura" dos filmes de Pedro Almodóvar.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

justificativa

Excelentíssimo sr. Ex-Phalante,

Temo informar-lhe que meu assunto, minha inspiração, foco de 90% dos meus pensamentos, viajou essa semana. Estou muda, sem assunto, quieta, esperando o meu sorriso voltar.

Procurarei me manter ocupada entre tarefas profissionais e atividades lúdicas propostas por amigos, mas a escrita talvez não flua corretamente, o que justifica a água parada desse mar quieto.

Sem mais,
Maria Bonita


[O meu excesso será perdoado?]

domingo, 7 de outubro de 2007

Brasil 2008: quase sem feriados prolongados

É isso mesmo que os senhores leram. No primeiro semestre teremos alguns poucos feriadões, mas o segundo semestre está fadado ao trabalho incessante. Nem sei o que fazer com a informação, recebida durante o almoço de sexta-feira. Como é que uma pessoa faz pra viajar horrores com um calendário desses? Alguém converse lá com aquele povo do Congresso Nacional, e eles que dêem um jeitinho de colocar mais uns feriadinhos no caminho!

01/01/08
terça-feira
Confraternização Universal

05/02/08
terça-feira
Carnaval

21/03/08
sexta-feira
Paixão de Cristo

21/04/08
segunda-feira
Tiradentes

01/05/08
quinta-feira
Dia do Trabalho

22/05/08
quinta-feira
Corpus Christi

07/09/08
domingo
Independência do Brasil

12/10/08
domingo
Nossa Sr.a Aparecida - Padroeira do Brasil

02/11/08
domingo
Finados

15/11/08
sábado
Proclamação da República

25/12/08
quinta-feira
Natal