31 de julho é dia de aniversário.
Gostoso mesmo é ter os amigos por perto, mesmo que o perto seja geograficamente longe, mas saber que eles pensaram em mim e tiveram o trabalho de me fazer um agrado.
Meu coração é mesmo imenso. Não que eu seja uma pessoa extremamente altruísta, ou tampouco que eu seja uma pessoa tão boa assim. É que eu amo tanto tanta gente, gosto tanto de tanta gente, que só cabe num coração assim, pra lá de enorme.
Brigada por fazerem parte da minha vida.
Alguns "brigada"s especiais que sabem bem pra quem são.
25 anos e cada vez mais feliz. Graças a vocês, graças a Deus, graças à Vida!
terça-feira, 31 de julho de 2007
domingo, 29 de julho de 2007
é essa a dúvida
... de uma gravidez, só há duas saídas: o parto ou o aborto.
(NÃO ESTOU GRÁVIDA, É UMA METÁFORA. Só pra constar.)
(NÃO ESTOU GRÁVIDA, É UMA METÁFORA. Só pra constar.)
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Página trezentos e trinta e nove
Mulher de fases
Cedinho, andando por aí e vendo pescoços virando quando passo, bem no estilo Natalie Portman na cena final do filme "Closer" (Perto demais). "Tô gostosa."
Um pouco mais tarde, no provador da loja, aqueles espelhos malditos. "Tô uma baleia, olha que tanto de celulite!" Isso sem contar a numeração esdrúxula, uma calça 46 que dá duas da minha cintura, um quadril e meio, mas não passa na minha coxa. Povo que costura mal!
Na hora do almoço, a decisão. "Vou fazer dieta."
E pouco depois, o anúncio do pai: "fiz palha italiana. Quer raspar a panela?". CLARO QUE SIM!
Dizem que mulheres têm fases como a lua, mas a lua leva um mês pra mudar quatro vezes. Pra mim, basta um dia.
Um pouco mais tarde, no provador da loja, aqueles espelhos malditos. "Tô uma baleia, olha que tanto de celulite!" Isso sem contar a numeração esdrúxula, uma calça 46 que dá duas da minha cintura, um quadril e meio, mas não passa na minha coxa. Povo que costura mal!
Na hora do almoço, a decisão. "Vou fazer dieta."
E pouco depois, o anúncio do pai: "fiz palha italiana. Quer raspar a panela?". CLARO QUE SIM!
Dizem que mulheres têm fases como a lua, mas a lua leva um mês pra mudar quatro vezes. Pra mim, basta um dia.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Irracionalidades
É muito difícil se jogar quando se tem medo de cair.
É muito difícil ser gato escaldado e ficar topando toda hora com a água fria.
É muito muito difícil não saber ao certo como lidar com as coisas.
É muito difícil se achar uma mulher bonita, inteligente e interessante no meio desse mar de dúvidas.
E é muito ruim essa eterna sensação de auto-defesa. Já tive quartas semanas melhores...
(E DE REPENTE A GENTE OLHA OUTRAS COISAS E AÍ ISSO PASSA)
É muito difícil ser gato escaldado e ficar topando toda hora com a água fria.
É muito muito difícil não saber ao certo como lidar com as coisas.
É muito difícil se achar uma mulher bonita, inteligente e interessante no meio desse mar de dúvidas.
E é muito ruim essa eterna sensação de auto-defesa. Já tive quartas semanas melhores...
(E DE REPENTE A GENTE OLHA OUTRAS COISAS E AÍ ISSO PASSA)
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Repassando...
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Página trezentos e trinta e oito
Semana quatro
Faz uns dias, ou semanas ou meses, eu li uma explicação bacana para o fato de a gente sempre achar que o tempo está passando mais rápido à medida em que vamos envelhecendo. Quanto mais velinhas você soprou no bolo de aniversário passado, muito mais vezes escutou que "esse ano voou".
Resumindo a história, é como se as coisas fossem marcadas na memória da gente pela relevância e pela novidade. Por exemplo, as primeiras vezes que você precisou pegar um ônibus sozinho foram muito mais marcantes que as últimas. Exceto se numa das últimas, como eu, você tiver corrido atrás do ônibus e o motorista não tiver parado nem assim, atrasando a sua vida. Aí tem relevância e novidade. Então, todas as vezes que você pegou ônibus entre as primeiras e as últimas foram atos tão mecânicos que a sua mente não gravou, mas ainda assim você gastou tempo fazendo. Se a mente não gravou, fica parecendo que você passou tempo fazendo alguma coisa desimportante, ou seja, o tempo passou rápido demais. Faz sentido, né?
E aí, como antídoto pra essa correria toda, o texto sugeria que cada um cuidasse de ter momentos especiais, pra fazer cada dia importante por algum motivo, e aí pensar que sim, passaram-se 3 semanas, mas que cada uma delas foi cheia de coisas importantes, e não tempo perdido.
Minhas três últimas semanas teriam tudo pra receber o nome de "tempo perdido". Fiz coisas que faço sempre, e apesar de gostar muito, a minha mente não tinha espaço pra guardar nada. Isso porque a minha vida profissional está caótica e enlouquecedora, ocupando 75% dos meus neurônios.
Ainda assim, elas tiveram tempero especial. Muito especial. Pra ser bem sincera, eu sempre reluto em espalhar essas novidades, mas sinto que preciso registrar nesse blog - livro da minha vida - que ele entrou na história.
Ele chegou aleatoriamente de uma sala de bate-papo que eu costumo freqüentar quando preciso libertar meu pensamento e jogar conversa fora. É sempre a mesma sala, desde antes do apelido de Maria Bonita. Desde 1996, eu acho. Antes eu era viciada, agora sou freqüentadora muito esporádica.
Eu estava lá, à toa, e ele lá, também. E a gente começou a conversar, e papo vai, e papo vem... Ele me desafia mentalmente, eu gosto disso. Se eu quero fazer uma coisa, alguém me desafiar faz parecer mais gostoso e acontecer mais rápido, com mais empenho. E a gente trocou msn, viu fotos, fuxicou orkut mutuamente, ficou de papo a madrugada toda e resolveu se conhecer.
Foi rápido. A contar do tempo do final do papo, a gente se viu pessoalmente 18h depois. Eu gostei do que vi pessoalmente, ele deve ter gostado também (eu vou acreditar que sim). Ficamos juntos nesse dia, e no dia seguinte, e no outro... E continuamos juntos. Faz três semanas. Ele já conheceu alguns dos meus amigos, eu já conheci uns amigos dele. A gente já se chama de namorado, eu sinto saudade de verdade quando ele fica sem dar notícia ou quando eu fico sem vê-lo. Ele me deixou muito mal-acostumada.
Eu achei alguém que me chama de coleira, porque eu chamo ele de meu cachorrinho. E a gente ri do tamanho da bobagem, ele me chama de besta, eu chamo ele de trôxa, e o ar em volta fica saturado de coraçõezinhos. E essa brincadeira merecia um registro. E lá vamos nós para a quarta semana dessa história boa de viver.
Resumindo a história, é como se as coisas fossem marcadas na memória da gente pela relevância e pela novidade. Por exemplo, as primeiras vezes que você precisou pegar um ônibus sozinho foram muito mais marcantes que as últimas. Exceto se numa das últimas, como eu, você tiver corrido atrás do ônibus e o motorista não tiver parado nem assim, atrasando a sua vida. Aí tem relevância e novidade. Então, todas as vezes que você pegou ônibus entre as primeiras e as últimas foram atos tão mecânicos que a sua mente não gravou, mas ainda assim você gastou tempo fazendo. Se a mente não gravou, fica parecendo que você passou tempo fazendo alguma coisa desimportante, ou seja, o tempo passou rápido demais. Faz sentido, né?
E aí, como antídoto pra essa correria toda, o texto sugeria que cada um cuidasse de ter momentos especiais, pra fazer cada dia importante por algum motivo, e aí pensar que sim, passaram-se 3 semanas, mas que cada uma delas foi cheia de coisas importantes, e não tempo perdido.
Minhas três últimas semanas teriam tudo pra receber o nome de "tempo perdido". Fiz coisas que faço sempre, e apesar de gostar muito, a minha mente não tinha espaço pra guardar nada. Isso porque a minha vida profissional está caótica e enlouquecedora, ocupando 75% dos meus neurônios.
Ainda assim, elas tiveram tempero especial. Muito especial. Pra ser bem sincera, eu sempre reluto em espalhar essas novidades, mas sinto que preciso registrar nesse blog - livro da minha vida - que ele entrou na história.
Ele chegou aleatoriamente de uma sala de bate-papo que eu costumo freqüentar quando preciso libertar meu pensamento e jogar conversa fora. É sempre a mesma sala, desde antes do apelido de Maria Bonita. Desde 1996, eu acho. Antes eu era viciada, agora sou freqüentadora muito esporádica.
Eu estava lá, à toa, e ele lá, também. E a gente começou a conversar, e papo vai, e papo vem... Ele me desafia mentalmente, eu gosto disso. Se eu quero fazer uma coisa, alguém me desafiar faz parecer mais gostoso e acontecer mais rápido, com mais empenho. E a gente trocou msn, viu fotos, fuxicou orkut mutuamente, ficou de papo a madrugada toda e resolveu se conhecer.
Foi rápido. A contar do tempo do final do papo, a gente se viu pessoalmente 18h depois. Eu gostei do que vi pessoalmente, ele deve ter gostado também (eu vou acreditar que sim). Ficamos juntos nesse dia, e no dia seguinte, e no outro... E continuamos juntos. Faz três semanas. Ele já conheceu alguns dos meus amigos, eu já conheci uns amigos dele. A gente já se chama de namorado, eu sinto saudade de verdade quando ele fica sem dar notícia ou quando eu fico sem vê-lo. Ele me deixou muito mal-acostumada.
Eu achei alguém que me chama de coleira, porque eu chamo ele de meu cachorrinho. E a gente ri do tamanho da bobagem, ele me chama de besta, eu chamo ele de trôxa, e o ar em volta fica saturado de coraçõezinhos. E essa brincadeira merecia um registro. E lá vamos nós para a quarta semana dessa história boa de viver.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Não estou conseguindo tempo de contar histórias...
... então seguem as rapidinhas!
Domingo eu fui comer pizza, usei o banheiro do lugar. Quando entrei, só tinha eu. Quando saí, tinha 4 adolescentes (duas adolescentes e duas crianças, na verdade) tirando foto no espelho. Fazendo pose, e tal.
TIRANDO FOTO NO ESPELHO DO BANHEIRO DE UM LOCAL PÚBLICO. Eu achei insano e voltei pra mesa morrendo de rir.
Hoje, enquanto espero entre um choque de molequinha e outro, fiquei fuçando fotos de orkut dos meus amigos e conhecidos. E achei UM MONTE DE FOTO DE MONDIGENTE EM BANHEIROS DE LOCAIS PÚBLICOS.
Tipassim... tão tá, né? Eu é que devo ser estranha mesmo.
Domingo eu fui comer pizza, usei o banheiro do lugar. Quando entrei, só tinha eu. Quando saí, tinha 4 adolescentes (duas adolescentes e duas crianças, na verdade) tirando foto no espelho. Fazendo pose, e tal.
TIRANDO FOTO NO ESPELHO DO BANHEIRO DE UM LOCAL PÚBLICO. Eu achei insano e voltei pra mesa morrendo de rir.
Hoje, enquanto espero entre um choque de molequinha e outro, fiquei fuçando fotos de orkut dos meus amigos e conhecidos. E achei UM MONTE DE FOTO DE MONDIGENTE EM BANHEIROS DE LOCAIS PÚBLICOS.
Tipassim... tão tá, né? Eu é que devo ser estranha mesmo.
Texto d'uma charge no jornal de hoje
- E aí, como vai o namorado novo?
- Ah, ele me completa... Antes eu era meio neurótica.
- Ah, ele me completa... Antes eu era meio neurótica.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Duas rapidinhas no trânsito
[que mentezinha poluída essa sua, hein?]
Dirigir no caótico trânsito de BH tem o bônus de me matar de rir, olhando pros carros ao lado. Às vezes, pelo menos.
Sabe essas cortininhas (ou sei lá como isso chama) que as pessoas pregam no carro, principalmente nos vidros traseiros, pra proteger do sol? Tem de bebê, de propaganda, de tela escura, o diabo a quatro... Geralmente prende com umas ventosas e sempre tem um vendedor oferecendo no sinal (semáforo, farol, sinaleira, depende de onde você mora). Pois bem, eu vi um esses dias que é digno de menção. Melhor ainda que eu vi à noite, atráves de vidros insulfimados (escurecidos, tem que explicar tudo? hehehe). Custei a enxergar claramente, e quando percebi do que se tratava, quase bati o carro de tanto dar risada. A imagem da cortininha em questão é o Mr. Bean, com a maior cara de idiota do mundo, com as mãos e o nariz estatelados na janela, como se te encarassem. Sensacional!
BH numa secura sem fim, nada de chuva ou umidade, os carros todos empoeirados, coisa marrom de se ver. Em 34% dos carros alguém escreveu, no vidro traseiro, "lave-me", ou "fulaninha e ciclanoso", ou coisas similares. Hoje eu vi um mais original. Dizia "Saudades do Paris-Dakar". Gente criativa é o que não falta nesse mundo, né não?
No mais, bom dia do Haroldo pra vocês (hoje é dia de Haroldo), e boa semana de Haroldo, Juju e Nakamura. Felicidades a eles, queremos bolo, guaraná e muito doce.
Dirigir no caótico trânsito de BH tem o bônus de me matar de rir, olhando pros carros ao lado. Às vezes, pelo menos.
Sabe essas cortininhas (ou sei lá como isso chama) que as pessoas pregam no carro, principalmente nos vidros traseiros, pra proteger do sol? Tem de bebê, de propaganda, de tela escura, o diabo a quatro... Geralmente prende com umas ventosas e sempre tem um vendedor oferecendo no sinal (semáforo, farol, sinaleira, depende de onde você mora). Pois bem, eu vi um esses dias que é digno de menção. Melhor ainda que eu vi à noite, atráves de vidros insulfimados (escurecidos, tem que explicar tudo? hehehe). Custei a enxergar claramente, e quando percebi do que se tratava, quase bati o carro de tanto dar risada. A imagem da cortininha em questão é o Mr. Bean, com a maior cara de idiota do mundo, com as mãos e o nariz estatelados na janela, como se te encarassem. Sensacional!
BH numa secura sem fim, nada de chuva ou umidade, os carros todos empoeirados, coisa marrom de se ver. Em 34% dos carros alguém escreveu, no vidro traseiro, "lave-me", ou "fulaninha e ciclanoso", ou coisas similares. Hoje eu vi um mais original. Dizia "Saudades do Paris-Dakar". Gente criativa é o que não falta nesse mundo, né não?
No mais, bom dia do Haroldo pra vocês (hoje é dia de Haroldo), e boa semana de Haroldo, Juju e Nakamura. Felicidades a eles, queremos bolo, guaraná e muito doce.
segunda-feira, 2 de julho de 2007
ainda não é retorno...
... mas de vez em quando o texto explode em mim, atropelando tudo o mais que vinha na frente.
Página trezentos e trinta e sete
Fé
Fé é aquilo que faz acreditar sem provas. É uma força, uma certeza estranha, uma esperança persistente ou sabe-se lá o quê. Fé é uma verdade natural que mora bem lá dentro da pessoa, nasce de dentro e se recusa a mudar.
Pouca fé é pra poucos, e esses poucos talvez não saibam o quanto perdem por não acreditar. Pouca fé faz com que as coisas brilhem de menos, faz querer pouco, faz desvalorizar.
Por outro lado, excesso de fé pode cegar. É como se a fé fosse uma luz, talvez. Sem ela, não se vê nada e o andar precisa ser mais atento, com três sentidos aguçados (visão prejudicada e paladar... bem, paladar não é lá muito importante ao andar). Mas o excesso de luz também prejudica a visão, e o andar passa a ser tão desastrado quanto aquele no escuro.
Fé é uma dessas coisas difíceis da vida, cuja linha de equilíbrio é tênue e pessoal. E oscila frenqüentemente com os movimentos do mundo.
Posso, por exemplo, chorar carente e cansada numa noite de domingo, descrente e sem fé, achando que não mereço outra chance de completar um par. E aí, na noite de segunda, conhecer alguém que me abala as estruturas sem que eu nem mesmo entenda bem o porquê. É como se a fé se esticasse até quase estourar, quase se perder, e depois voltasse com força total, crença inexplicável de que as coisas têm razão e hora pra acontecer.
Posso também misturar a fé na ciência. Imaginar que o mundo obedece determinada lei natural, tentar provar a teoria e receber um grande não elástico e inconveniente. E continuar tentando, mexendo um pontinho aqui, depois outro ali, com a eterna esperança de que vai, sim, dar certo. Fé na vida.
Posso duvidar da fé, tenho meus direitos. Posso pedir provas ao mundo de que as coisas deveriam ser por aí. E posso ou não acreditar nas provas que recebo. Provas como aquela variaçãozinha ali, indicando que talvez agora eu tenha acertado essa parte do experimento. Ou provas como as características dele, tão parecidas com as dos homens que realmente chamei de meus. E com tanto detalhe, com tanta riqueza, com tanto déjà vu.
Fé, crença, esperança de que dessa vez vai... É isso que eu tenho agora, é isso que me leva pra onde quer que seja que estou indo.
(E agorinha tive um déjà vu de escrever esse texto com o moço ali fora falando no celular, querendo saber de Exame Especial... Essas coisas me fazem acreditar que eu estou no lugar certo, na hora certa, sem nem mesmo saber o que isso significa. Só fé.)
Pouca fé é pra poucos, e esses poucos talvez não saibam o quanto perdem por não acreditar. Pouca fé faz com que as coisas brilhem de menos, faz querer pouco, faz desvalorizar.
Por outro lado, excesso de fé pode cegar. É como se a fé fosse uma luz, talvez. Sem ela, não se vê nada e o andar precisa ser mais atento, com três sentidos aguçados (visão prejudicada e paladar... bem, paladar não é lá muito importante ao andar). Mas o excesso de luz também prejudica a visão, e o andar passa a ser tão desastrado quanto aquele no escuro.
Fé é uma dessas coisas difíceis da vida, cuja linha de equilíbrio é tênue e pessoal. E oscila frenqüentemente com os movimentos do mundo.
Posso, por exemplo, chorar carente e cansada numa noite de domingo, descrente e sem fé, achando que não mereço outra chance de completar um par. E aí, na noite de segunda, conhecer alguém que me abala as estruturas sem que eu nem mesmo entenda bem o porquê. É como se a fé se esticasse até quase estourar, quase se perder, e depois voltasse com força total, crença inexplicável de que as coisas têm razão e hora pra acontecer.
Posso também misturar a fé na ciência. Imaginar que o mundo obedece determinada lei natural, tentar provar a teoria e receber um grande não elástico e inconveniente. E continuar tentando, mexendo um pontinho aqui, depois outro ali, com a eterna esperança de que vai, sim, dar certo. Fé na vida.
Posso duvidar da fé, tenho meus direitos. Posso pedir provas ao mundo de que as coisas deveriam ser por aí. E posso ou não acreditar nas provas que recebo. Provas como aquela variaçãozinha ali, indicando que talvez agora eu tenha acertado essa parte do experimento. Ou provas como as características dele, tão parecidas com as dos homens que realmente chamei de meus. E com tanto detalhe, com tanta riqueza, com tanto déjà vu.
Fé, crença, esperança de que dessa vez vai... É isso que eu tenho agora, é isso que me leva pra onde quer que seja que estou indo.
(E agorinha tive um déjà vu de escrever esse texto com o moço ali fora falando no celular, querendo saber de Exame Especial... Essas coisas me fazem acreditar que eu estou no lugar certo, na hora certa, sem nem mesmo saber o que isso significa. Só fé.)
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