segunda-feira, 28 de maio de 2007

Página trezentos e trinta e um
Ninguém = ninguém

Essa frase é do Humberto Gessinger, "ninguém é igual a ninguém".

Cena 1: Calourada, festa junina ou outra festa qualquer ao ar livre. Você está comendo um churrasquinho, fazendo aquela lambança no rosto. Quando acaba, você corre os olhos procurando um lixo, e não encontra. O que você faz com o espetinho?

Cena 2: Você come um pacote de batata chips no seu quarto. Quando acaba, você SABE que não há uma lixeira no seu quarto. O que você faz com o saquinho?


Cena 3: A moça da padaria te deu um real a mais no troco, e você percebeu antes de sair efetivamente do estabelecimento. O que você faz?

Cena 4: A moça da padaria te deu um real a menos no troco, e você percebeu antes de sair efetivamente do estabelecimento. O que você faz?


As coisas que você faz são sempre relativas. Talvez não devessem ser. Alguns dizem que a unanimidade costuma ser burra. É fato que nem sempre o que todo mundo faz é o certo a se fazer. Mas até que ponto fazer o certo, apesar dos pesares, é a melhor solução?

Se todo mundo dança fora do ritmo, canta fora do tom, anda fora da linha, faz o que não deveria... Será que eu também preciso ser assim? Se danço no ritmo, canto no tom e ando na linha quando todo mundo age ao contrário, fica parecendo que quem erra sou eu.

O que me importa mais: parecer certa ao mundo ou me sentir efetivamente certa?

Ninguém = ninguém.

domingo, 27 de maio de 2007

Três curtas pra um domingo longo

Meu pai, usando o BearShare (primo do Kazaa e Shareazaa)
"Não sei como vivi tanto tempo sem isso!"


Minha mãe, também sobre trocas de música em mp3
"Depois você precisa me ensinar a achar música espírita na internet."

E hoje, no meu email
"De: Tudo Palhaco

Cláááássicos!
Mas pelo menos vc recobrou a sanidade mental.

Vou postar.

Beijos

Roberta Carvalho, a dona do circo"

(Ou seja, em breve a minha historinha vai pro HOMEM É TUDO PALHAÇO!!)

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Perguntas

Será que astrologia faz sentido? Leio o trânsito astrológico com olhos influenciados pelos fatos, ou é ele que influencia os fatos e isso se confirma quando os olhos lêem?

Quem saberia dizer o que é certo fazer da minha vida? E como saber se essa pessoa está certa ou errada? Onde estão os juízes reais?

Como é que eu fico repetindo tantos padrões que tanta gente vê e eu nem percebo? Por que sempre o mesmo tipo de homem? Por que sempre as mesmas situações em todos os relacionamentos?

Será que eu preciso de respostas ou devo simplesmente ignorar as perguntas?
Será que as perguntas existem ou eu estou inventando problemas sem solução?


Ó VIDA.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Eu no jornal

Fui informada agorinha de que apareci no jornal da cidade onde mamãe cresceu.

Calma! Pra quem acha que foi por mérito, pode ir se desiludindo.

Eu apareci no jornal carregando meu primo, junto com as outras madrinhas, por ocasião do casamento dele. Eu tava naquele vestido azul da foto que coloquei aqui outro dia. E isso tudo só aconteceu porque a família da agora esposa do meu primo é assim, ó, com a colunista.

;O)

MAS EU APARECI NO JORNAL DE VALENÇA!

terça-feira, 22 de maio de 2007

Página trezentos e trinta
Belo Horizonte dançante

Alguns meses de expectativa
como se espera o primeiro filho,
o primeiro dia de aula,
a primeira vez...

Planos e projetos de que tudo seja perfeito
um bebê com os vinte dedinhos
uma professora super bacana
um momento de sonho...

E então chega a hora
com as contrações e dores
os novos obstáculos e metas
a estranheza de algo que nunca se fez...

No encerramento, no suspiro de alívio
o choro que se acalma no contato com a pele quente
a sensação de ser capaz de alcançar mais longe
o sorriso do outro espelhando um sorriso em você...

Dança, Beagá
Dança que a vida corre
Mas é assim que as pessoas se encontram
Minas a fora, Brasil a fora, mundo a fora
E cada um carrega um pedacinho especial
Uma semente pra plantar nos outros
Que transforma a dança, o corpo, a mente,
E põe em rebuliço a alma de quem sente

Dança, Beagá,
De novo e outra vez
Como pede a música
ou pede a vida
Tanto quanto possível
Por se sentir capaz de gerar
De vencer
E de sentir prazer...

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Página trezentos e vinte e nove
A menina e o Grilo Phalante em "O amor é doido"

- Aceita? - ele oferece o bico da garrafa de Mate-Couro, aquela gordinha, de um litro.
- Não, brigada. Eu agora só bebo H2OH, Coca Zero, Sprite Zero...
- E resultado, zero, né?
- Pô, Grilo... não fala assim comigo... Quando eu não te amar mais, lembre-se desse exato momento, tá bom?- choraminga a rechonchuda.
- E você lembre-se de ter falado que eu tô fazendo criação de barriga, tá, bonitinha?

... e pára por aí.

Ou melhor, ele continua:
- Já tô até vendo. Amanhã no MB2, citação minha te chamando de gorda.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Atenção para a mistura explosiva

homem educado
cheiroso
faixa etária adequada
olhos verdes
maior que eu
dançando
forró
comigo

... *suspiro*

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Página trezentos e vinte e oito
Uma balada de sábado à noite

(Introduzindo o estilo abelhuda de contar a história...)

Saímos, duas amigas e eu, sábado. Íamos pra um lugar achando que era samba, chegando lá era mpb/bossa nova e só víamos entrar casais. Daí chega um cara, bonitinho pra danar, falando no telefone: "cheguei". Uma amiga diz "vamos esperar, se forem amigos que ele está esperando a gente entra". Logo chega um bando de mulheres e uma delas vai lá e beija o cara.

Fomos embora. Indo pro carro, passa um outro carro com 3 caras dentro. Eles estacionam e um deles (o mais bonitinho) vem na porta do carro falar com a gente pra não ir embora. Rimos, fizemos piadinhas (e ele nem entendeu minha piada sobre ele ser mentiroso, e olha que eu usei uma referência simples: Pinóquio!) e fomos pra outro lugar.

Chegando nesse lugar número 2, aquela fila enoooorme (isso já eram 23:30h pelo menos) cheia de gente... bemmm... hmmm... feia. Decidimos ir embora. Quando a minha amiga ligou o carro, apareceu um fulaninho na janela do passageiro (de novo), falando pra gente não ir embora, que a gente era muito bonita, que a gente tinha que ficar, que ele ia pra onde a gente fosse, e blablá. Rolei de rir.

Fomos pro bom e velho samba, num lugar que a gente sempre vai pra sambar. Chega lá, a outra amiga encontra um rapazinho que ela tinha beijado lá mesmo, há dois anos. Está lá, ficando com o cara, beija pra cá, abraça pra lá, encostada numa porta que, de repente, ABRE! E caem os dois no chão!

Antes disso, uma das meninas já tinha falado com um cara "Vai tomando lá, então!", numa hora em que ele falou que ia tomar uma cerveja antes de entrar na bagunça e a nós estávamos indo pra muvuca. E falou também um "pega na minha" se referindo a pegar uma cerveja na cartela dela.

Noites de sábado, diversão garantida!

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Página trezentos e vinte e sete
Saturação neurótica indiscutível

Mulheres são burras, homens são cachorros e todas as regras contém exceções. Ou não.

De repente a menina se vê tão descrente e desesperançosa que não dá voto de confiança pra ninguém, duvida das intenções de todos e acaba por achar que o amor talvez seja uma invenção das novelas da Globo, dos filmes de Hollywood e das revistas adolescentes. Sem tristeza, só aceitação.

Neurose!

O ápice do cume do topo do máximo da expressão dessa neurose vem em eventos subconscientes ou inconscientes. Descrição do ocorrido:

- Quinta à noite, a menina sai com um amigo e seus amigos para um sambinha tranqüilo. Tão tranqüilo que nada de saias e maquiagem, só mesmo um batonzinho e o bom e velho jeans.

- Encontra a amiga do amigo e morre de dar risada do jeitinho "noveau chien" (nova cachorragem) de levar a noite.

- Encontra o amigo do amigo e dá umas olhadas, uns sorrisos, puxa uns papos bestas.

- O amigo do amigo dá umas olhadas, uns sorrisos, puxa uns papos bestas.

- Nenhum evento mais importante (ex.: toque duradouro entre os lábios da menina e os lábios do amigo do amigo) acontece.

- Tudo bem, também.

Mas eis que então...

- Durante o sono de beleza, a menina sonha que o amigo do amigo vem pessoalmente à sua casa dizer a ela que eles não ficaram juntos naquela noite porque ele é casado. (E no mesmo sonho acontece "um evento mais importante entre Augustos".)

E, vejam bem, a menina conferiu isso logo no início da noite, procurou por alianças. É o procedimento padrão de segurança quando a gente atinge uma certa idade. E não encontrou nada.

O inconsciente da menina já se tornou neurótico. É a saturação. Indiscutível. Salve-se quem puder. E souber como.


(Ainda bem que talvez as garotas só queiram se divertir...)

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Trecho de email que recebi

"Talvez aí resida a causa de sua desilusão: não encontrar, no mundo externo, aconchego para as percepções e constatações que repousam no âmago de seu Ser."

E a despedida do email merece destaque: "Beijos e-ternos".

=O)
Bom dia pra vocês.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Página trezentos e vinte e seis
Se pode ser complicado, simplificar pra quê?

Seminário departamental. Todo pós-graduando da Química na UFMG precisa passar por ele em algum momento. Sem contar os inúmeros seminários alheios que nos obrigam a assistir.

Minha orientadora oficial trabalha com cromatografia. Pode puxar bem pela memória, alguma coisa você já ouviu falar sobre isso. Claro que eu não vou gastar seu precioso tempo relembrando química e ensinando a técnica, mas é essa uma das partes do meu trabalho.

Minha co-orientadora, que não pôde me orientar oficialmente por motivos de força maior, trabalha com eletroquímica, voltametria.

Eu decidi fazer meu trabalho sobre voltametria. Uma área que nem a minha orientadora entende direito. Tudo bem (#1).

Pesquisando e preparando o material para o seminário (que dura cerca de 40min), aprendi várias coisas que, mesmo trabalhando com o método, ainda não sabia. No 20º dos 24 meses do meu mestrado eu descubro que podia ter simplificado um monte de coisas se soubesse um pouco mais de teoria. Tudo bem (#2).

Apresentei uma prévia pras duas (orientadora e co), foi razoável mas eu falo muito rápido e com muita gíria. Apresentei uma segunda prévia pra uma colega e foi melhor em termos de gírias, mas muito mais rápido, mesmo eu tentando falar devagar. Tudo bem (#3).

Sonhei que tinha esquecido de gravar o arquivo de apresentação e chegava atrasada e sem o arquivo, por isso dormi mal à noite e acordei cedo desesperada conferindo o arquivo. Olheiras, mas tudo bem (#4).

Cheguei à escola e me preparei pro seminário, preparei a sala, o projetor e tudo o mais. O horário marcado era 10:00h, eu abri a porta às 9:50h e devagarinho o pessoal veio chegando. Cada seminário tem dois professores que compõem a banca examinadora, e somente uma das professoras tinha chegado. Tudo bem (#5).

Às 10:15h, em meio a vários telefonemas, percebem que a outra professora não vem. Saem a professora que já tinha chegado e as minhas orientadoras desorientadas, procurando outro professor para substituí-la. Acharam um professor que eu gosto muito e foi, inclusive, meu orientador de monografia quando eu concluí a graduação. Ufa, finalmente um alívio!

Apresentei o seminário, me disseram que foi ótimo, foi didático e, mais importante, eu senti que cumpri os objetivos que tinha quando me dispus a prepará-lo. Mas eu vou esperar pra ver se em algum outro seminário, alguma vez na vida, vai acontecer de professor da banca não aparecer. Porque, se for pra complicar, pode ter certeza de que vai acontecer comigo!