Preciso de dois remédios:
- um para o sono, que sinto continuamente nas últimas semanas.
- um para tosse, que me assola, especialmente à noite, também há algumas semanas.
Preciso também:
- de alguém que me convença a tomar remédio.
- de um motorista particular, pra que eu use meu tempo de deslocamento não dirigindo, mas lendo. (sem ter que esperar o ônibus e com todas as regalias de quem se acostumou a andar sempre de carro)
Quero:
- músicas bacanas pra usar na aula (acho que já sei como conseguir).
- companhia pro Carnaval em Recife em 2009.
Estou numa fase em que não pareço morar em mim. Parece que eu fico assim, em segundo plano, me vigiando, me organizando, enquanto as minhas horas e tarefas vão passando. Estranho demais.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Página trezentos e setenta e quatro
Méquidônaldis
Não sou fã do restaurante, tampouco abomino ou evito. Como. Às vezes não. É assim mesmo.
Conhece gente viciada nos sanduíches de lá. Conheço gente que não come lá desde os rumores da carne esquisita (eu nem lembro de que falaram que era), e gente que não come lá porque acha que as caixinhas são feitas por criança semi-escravas em algum lugar do mundo. Cada um no seu cada um.
Mas aí, sem querer, passeando pela web, encontrei um texto que me deixou realmente intrigada. Não tenho como saber se é verdade, ou provar se é mentira, a não ser experimentalmente. E, convenhamos, eu tenho cara de quem vai fazer algum experimento nos próximos anos?
O texto original em inglês é de Karen Hanrahan, uma consultora em nutricionismo que fala da palestra sobre nutrição infantil. Mas ninguém está interessado, porque eu ainda nem dei a notícia chocante e vocês já começam a duvidar se eu realmente tenho algo a dizer.
VEJAM:

O hamburguer da direita, sem o papel, foi comprado em 2008. O da esquerda, posto sobre o papel do da direita para efeito visual mais chamativo, foi comprado em 1996. MIL NOVECENTOS E NOVENTA E SEIS. Segundo a autora, ele tem um cheiro muito estranho e a coloração é levemente diferente do recém-comprado. Fora isso, a aparência é igual.
Aí eu digo... Será que é verdade? Porque, se for, estamos comendo muito mais química artificialmente sintetizada do que eu gostaria de imaginar.
Conhece gente viciada nos sanduíches de lá. Conheço gente que não come lá desde os rumores da carne esquisita (eu nem lembro de que falaram que era), e gente que não come lá porque acha que as caixinhas são feitas por criança semi-escravas em algum lugar do mundo. Cada um no seu cada um.
Mas aí, sem querer, passeando pela web, encontrei um texto que me deixou realmente intrigada. Não tenho como saber se é verdade, ou provar se é mentira, a não ser experimentalmente. E, convenhamos, eu tenho cara de quem vai fazer algum experimento nos próximos anos?
O texto original em inglês é de Karen Hanrahan, uma consultora em nutricionismo que fala da palestra sobre nutrição infantil. Mas ninguém está interessado, porque eu ainda nem dei a notícia chocante e vocês já começam a duvidar se eu realmente tenho algo a dizer.
VEJAM:

O hamburguer da direita, sem o papel, foi comprado em 2008. O da esquerda, posto sobre o papel do da direita para efeito visual mais chamativo, foi comprado em 1996. MIL NOVECENTOS E NOVENTA E SEIS. Segundo a autora, ele tem um cheiro muito estranho e a coloração é levemente diferente do recém-comprado. Fora isso, a aparência é igual.
Aí eu digo... Será que é verdade? Porque, se for, estamos comendo muito mais química artificialmente sintetizada do que eu gostaria de imaginar.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
sobre nada
Eu sei que preciso atualizar. Eu sei que o texto está velho, cansado, precisando descansar um pouco. Descer do posto de post número um. Sei, eu vi, eu reparei. É que, sei não... Tudo o que tem me acontecido não tem me feito escrever. Sabe como?
Eu chorei horrores outro dia, mas já passou - como se tivesse sido ano passado. Estou vivendo pequenas coisinhas. Meu pai, veja bem, comprou uma bicicleta. Agora eu trabalho e ele anda de bicicleta no quintal. Gostava mais quando eu andava de bicicleta e ele ia trabalhar.
O trabalho anda assim, bem com cara de trabalho. Uns problemas assim, uns problemas assado, uns medos, umas certezas. Bem genérico.
O namoro anda assim, amante, eu, namorado, amante...
A dança vai bem. Me fazendo feliz. Mas sabe... ocupa um tempão da minha vida. Será que eu queria estar fazendo outras coisas?
Tem coisas que eu queria partilhar, mas não couberam em texto. Por exemplo, que o Canutto (amigo meu, colega de profissão) fala coisas como "é aqui, só que na rua de lá" ou "a reunião de amanhã vai ser segunda-feira". Que tem rato morando na minha casa. Que eu comprei uma máquina de costura, um monte de coisinhas pra fazer arte (traquinagem mesmo) do jeito que eu gosto, e aí não tive mais tempo. Que minha garganta está estranha e eu tusso muito toda noite, mas continuo sem tomar remédio. Que eu quero ir pra Recife no carnaval, mas as passagens estão custando absurdo.
Tem coisa demais. Pequenininhas, miudinhas, e nem rendem um post. Pelo menos não um decente.
Eu chorei horrores outro dia, mas já passou - como se tivesse sido ano passado. Estou vivendo pequenas coisinhas. Meu pai, veja bem, comprou uma bicicleta. Agora eu trabalho e ele anda de bicicleta no quintal. Gostava mais quando eu andava de bicicleta e ele ia trabalhar.
O trabalho anda assim, bem com cara de trabalho. Uns problemas assim, uns problemas assado, uns medos, umas certezas. Bem genérico.
O namoro anda assim, amante, eu, namorado, amante...
A dança vai bem. Me fazendo feliz. Mas sabe... ocupa um tempão da minha vida. Será que eu queria estar fazendo outras coisas?
Tem coisas que eu queria partilhar, mas não couberam em texto. Por exemplo, que o Canutto (amigo meu, colega de profissão) fala coisas como "é aqui, só que na rua de lá" ou "a reunião de amanhã vai ser segunda-feira". Que tem rato morando na minha casa. Que eu comprei uma máquina de costura, um monte de coisinhas pra fazer arte (traquinagem mesmo) do jeito que eu gosto, e aí não tive mais tempo. Que minha garganta está estranha e eu tusso muito toda noite, mas continuo sem tomar remédio. Que eu quero ir pra Recife no carnaval, mas as passagens estão custando absurdo.
Tem coisa demais. Pequenininhas, miudinhas, e nem rendem um post. Pelo menos não um decente.
domingo, 7 de setembro de 2008
certo e errado
Tenho muitas coisas a fazer.
Quero fazer muitas outras.
Às vezes, muitas vezes, faço uma coisa que quero antes de muitas outras que preciso.
Porque se for ao contrário, o prazer não é o mesmo. Primeiro a obrigação, depois o lazer? A obrigação não acaba nunca.
Eu me dou o direito de ter pequenos prazeres. E não vou aceitar que me digam que isso é errado.
O trabalho? Se pode ser até amanhã, amanhã ainda é tempo de fazer...
Quero fazer muitas outras.
Às vezes, muitas vezes, faço uma coisa que quero antes de muitas outras que preciso.
Porque se for ao contrário, o prazer não é o mesmo. Primeiro a obrigação, depois o lazer? A obrigação não acaba nunca.
Eu me dou o direito de ter pequenos prazeres. E não vou aceitar que me digam que isso é errado.
O trabalho? Se pode ser até amanhã, amanhã ainda é tempo de fazer...
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Página trezentos e sententa e três
A amante dele
Desde o começo, eu sabia que eles flertavam. Discretamente, ou nem tanto. Ela sempre exerceu um grande fascínio sobre ele.
Pudera. Não tem o meu corpo, o meu cheiro, meu jeito de ser, minhas idéias, e talvez por isso não seja oficialmente a dona do coração dele, mas ela tem uma influência inegável no homem que eu amo. Ela dá a ele um sensação de poder que eu nunca vou oferecer. Faz dele um homem realizado, aumenta sua auto-estima. Remunera financeira ou moralmente as ações dele, propõe desafios cada vez mais ousados que atiçam a curiosidade que eu amo nele. Ele gosta de saber se é capaz - ou "que é capaz", quase sempre, e ela oferece isso o tempo todo.
Literalmente, o tempo todo. Pra ela não existe dia útil e final de semana, feriado, hora comum, noite, madrugada. Qualquer hora é hora, qualquer lugar é lugar. E assim, exigente, ela tem tomado ele de mim.
Nunca disputei homem nenhum com ninguém, sempre achei que o que é meu por direito não vai me exigir luta. E não vou lutar contra ela, porque posso me cansar e perder no final. E eu não sei perder. Não mesmo.
Sigo assim, entristecida. Me sentindo preterida, apesar de amada. Me sentindo opção, ao invés de regra. Fico torcendo pro relacionamento deles amornar, pra ver se o meu se aquece. Sei que ele nunca vai largá-la, e não o condeno. Só rezo pra que um dia - bem próximo, por favor - ele aprenda o quanto eu preciso que ele me mostre que ela é a segunda, e eu a primeira. Quero me sentir assim, importante. Muito importante. Mais que quase tudo.
A amante dele tem um nome masculino: Trabalho. E de tão sofrida com esse relacionamento deles, acabei aumentando a minha relação com ela. E vamos nesse triste triângulo: eu, ele e trabalho demais...
Pudera. Não tem o meu corpo, o meu cheiro, meu jeito de ser, minhas idéias, e talvez por isso não seja oficialmente a dona do coração dele, mas ela tem uma influência inegável no homem que eu amo. Ela dá a ele um sensação de poder que eu nunca vou oferecer. Faz dele um homem realizado, aumenta sua auto-estima. Remunera financeira ou moralmente as ações dele, propõe desafios cada vez mais ousados que atiçam a curiosidade que eu amo nele. Ele gosta de saber se é capaz - ou "que é capaz", quase sempre, e ela oferece isso o tempo todo.
Literalmente, o tempo todo. Pra ela não existe dia útil e final de semana, feriado, hora comum, noite, madrugada. Qualquer hora é hora, qualquer lugar é lugar. E assim, exigente, ela tem tomado ele de mim.
Nunca disputei homem nenhum com ninguém, sempre achei que o que é meu por direito não vai me exigir luta. E não vou lutar contra ela, porque posso me cansar e perder no final. E eu não sei perder. Não mesmo.
Sigo assim, entristecida. Me sentindo preterida, apesar de amada. Me sentindo opção, ao invés de regra. Fico torcendo pro relacionamento deles amornar, pra ver se o meu se aquece. Sei que ele nunca vai largá-la, e não o condeno. Só rezo pra que um dia - bem próximo, por favor - ele aprenda o quanto eu preciso que ele me mostre que ela é a segunda, e eu a primeira. Quero me sentir assim, importante. Muito importante. Mais que quase tudo.
A amante dele tem um nome masculino: Trabalho. E de tão sofrida com esse relacionamento deles, acabei aumentando a minha relação com ela. E vamos nesse triste triângulo: eu, ele e trabalho demais...
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