terça-feira, 29 de julho de 2008

Página trezentos e setenta
WirelessLESS

Wireless significa sem fio. E eu estou wirelessLESS, ou seja, minha conexão sem fio não está funcionando. O que significa, por sua vez, que o meu notebook não está acessando a internet.

Outro meio de acesso é o pc, o computador que atualmente chamamos "computador da mamãe", já que todos nós temos máquinas portáteis. O computador da mamãe fica um lance de escadas acima do meu habitat. Pra quem está de férias, no auge da preguiça, isso é longe demais.

Por essa combinação de fatores, estou me sentindo nostálgica. Uma certa celebração ao meu passado não tão distante. Voltei a ler, muito mais do que lia ultimamente, e especialmente com muito mais prazer - em detrimento dos inúmeros artigos científicos que digeri nos últimos anos. Ler com a tv desligada, a propósito. Isso faz muita diferença. Acho que li dois ou três livros no ano passado, e três no mês passado.

Voltei a bordar, a costurar, a "manufaturar"... Fazer com a mão. Andei até mesmo cozinhando, ora vejam. Nem o meu Ipod tenho ligado. Vi vários filmes, mas ao invés de sintonizar a HBO - que sempre tem os filmes mais recentes -, tenho assistido ao TNT, Cinemax e outros. Filmes por eles mesmos, e não pela novidade.

Pode ser efeito das férias, que acabam jajá. Pode ser uma espécie diferente de período pré-aniversário. Sei que nem o espelho me reconhece nesses últimos tempos. Vou indo, longe de emails, blog, orkut. Andando assim, sem internet sem fio. Dá saudade, mas daquela boa. Aquela que sabe que é só subir as escadas e alcançar tudo de novo.

[Como agora, que eu subi as escadas pra dar uma olhada no mundo além da minha janela.]

Um comentário:

Anônimo disse...

Um dia eu consigo!!rss Mas eu até que: li mais um livro do Vargas Llosa e pintei caixinhas de madeira...menos mal, né?