domingo, 17 de junho de 2007

Página trezentos e trinta e cinco
Sábado à noite tudo pode mudar

Devagar com o andor, seu moço, que esse santo é de barro.
Quem são os loucos que jogam chiclete no chão em ambiente fechado? Ora veja... Eles pagam mais caro para entrar, portanto podem usar e abusar do ambiente. Seria isso?

Aqui, nesse mundinho fechado, elEs estão se tornando maioria... Diferente das crenças vigentes! Filas quilométricas de homens indo pra balada.

As pessoas são meio invisíveis. Se eu quero ir de A a B e tem uma pessoa no caminho... E daí? Eu passo empurrando e problema de quem está no meu caminho.

Dinheiro por todos os lados, em forma de bens adquiridos. O status de quem bebe uma garrafa de whisky - tão diferente da "cerveja mofando" de outros sábados. Cabelos de salão de beleza, maquiagem, roupinha de marca, bolsinha da moda. E todos os preços muito acima do merecido pela mercadoria.

Pra disfarçar a "música" (qualquer conjunto de sons agradáveis?), volume bem alto, de modo que você não entenda exatamente qual é o seu incômodo com o som.

Luzes... Ah! O jogo de luzes e sombras, a lâmpada estroboscópica e a fumaça, artifícios de quem quer dizer que viu sem ter visto. Acredite, é melhor mesmo que todos os gatos sejam pardos.

E, encerrando com chave de ouro, a magnânima força da coletividade. Quem se importa se é a Xuxa que canta? Se todo mundo canta junto, bem alto, e rindo, então tudo bem! Quem liga pra cultura? As pessoas sabem nome, sobrenome, cpf e gírias específicas de cada BBB. Estão por dentro de todas as modinhas que o Pânico lança.

E eu, extra-terrestre no mundo da Swingers... A gente tem mesmo que ver o mundo dos outros pra valorizar o mundo da gente!

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