sexta-feira, 11 de maio de 2007

Página trezentos e vinte e sete
Saturação neurótica indiscutível

Mulheres são burras, homens são cachorros e todas as regras contém exceções. Ou não.

De repente a menina se vê tão descrente e desesperançosa que não dá voto de confiança pra ninguém, duvida das intenções de todos e acaba por achar que o amor talvez seja uma invenção das novelas da Globo, dos filmes de Hollywood e das revistas adolescentes. Sem tristeza, só aceitação.

Neurose!

O ápice do cume do topo do máximo da expressão dessa neurose vem em eventos subconscientes ou inconscientes. Descrição do ocorrido:

- Quinta à noite, a menina sai com um amigo e seus amigos para um sambinha tranqüilo. Tão tranqüilo que nada de saias e maquiagem, só mesmo um batonzinho e o bom e velho jeans.

- Encontra a amiga do amigo e morre de dar risada do jeitinho "noveau chien" (nova cachorragem) de levar a noite.

- Encontra o amigo do amigo e dá umas olhadas, uns sorrisos, puxa uns papos bestas.

- O amigo do amigo dá umas olhadas, uns sorrisos, puxa uns papos bestas.

- Nenhum evento mais importante (ex.: toque duradouro entre os lábios da menina e os lábios do amigo do amigo) acontece.

- Tudo bem, também.

Mas eis que então...

- Durante o sono de beleza, a menina sonha que o amigo do amigo vem pessoalmente à sua casa dizer a ela que eles não ficaram juntos naquela noite porque ele é casado. (E no mesmo sonho acontece "um evento mais importante entre Augustos".)

E, vejam bem, a menina conferiu isso logo no início da noite, procurou por alianças. É o procedimento padrão de segurança quando a gente atinge uma certa idade. E não encontrou nada.

O inconsciente da menina já se tornou neurótico. É a saturação. Indiscutível. Salve-se quem puder. E souber como.


(Ainda bem que talvez as garotas só queiram se divertir...)

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