segunda-feira, 28 de maio de 2007

Página trezentos e trinta e um
Ninguém = ninguém

Essa frase é do Humberto Gessinger, "ninguém é igual a ninguém".

Cena 1: Calourada, festa junina ou outra festa qualquer ao ar livre. Você está comendo um churrasquinho, fazendo aquela lambança no rosto. Quando acaba, você corre os olhos procurando um lixo, e não encontra. O que você faz com o espetinho?

Cena 2: Você come um pacote de batata chips no seu quarto. Quando acaba, você SABE que não há uma lixeira no seu quarto. O que você faz com o saquinho?


Cena 3: A moça da padaria te deu um real a mais no troco, e você percebeu antes de sair efetivamente do estabelecimento. O que você faz?

Cena 4: A moça da padaria te deu um real a menos no troco, e você percebeu antes de sair efetivamente do estabelecimento. O que você faz?


As coisas que você faz são sempre relativas. Talvez não devessem ser. Alguns dizem que a unanimidade costuma ser burra. É fato que nem sempre o que todo mundo faz é o certo a se fazer. Mas até que ponto fazer o certo, apesar dos pesares, é a melhor solução?

Se todo mundo dança fora do ritmo, canta fora do tom, anda fora da linha, faz o que não deveria... Será que eu também preciso ser assim? Se danço no ritmo, canto no tom e ando na linha quando todo mundo age ao contrário, fica parecendo que quem erra sou eu.

O que me importa mais: parecer certa ao mundo ou me sentir efetivamente certa?

Ninguém = ninguém.

Um comentário:

Anônimo disse...

Bateu uma baita saudade... Do tempo que eu tinha tempo de navegar, navegar, navegar... Ser vc mesmo é a opção certa. Dance, cante, grite... Vc continua excelente em tudo!!!!