quarta-feira, 20 de junho de 2007

Conselho

Eu sei que você está morrendo de saudades de mim e dos meus escritos sensacionais, maravilhosos e brilhantes, não precisa negar... Mas como eu demoro um tiquim ainda pra voltar, sugiro que você navegue pelos links ali do lado e leia as coisas que eu leio. Acredito que você vá gostar bastante.

Ênfase atual para o blog da Ana Charnizon, que tá novinho e recente, cheio de coisas bacanas. E também pro retorno do meu Grilo Phalante, em http://grilophalante.blogspot.com, que eu devo adicionar aos links em breve.

No mais, tudo quanto for energia positiva é bem vinda, pode mandar pra mim. Garanto que chega por telapatia, ainda que o remetente não chegue muito explícito. Fiquem bem.

domingo, 17 de junho de 2007

Página trezentos e trinta e seis
Loser (ou Não Sei Paquerar)

Um diálogo comédia da vida privada direto do meu messenger! Imperdível. Leiam com redobrada atenção ao fato de que existe uma sujeita absolutamente ativa e um sujeito completamente passivo. É por isso que eu digo que eu não sei paquerar... E as identidades foram preservadas, na medida do possível. Boa leitura.

o cachorrinho:
onde você vai hoje a noite?

eu:
hoje? não fiz planos

o cachorrinho:
vamos encontrar a cúpula?

- ele não quer sair comigo, quer só que eu ajude a juntar a turma... ignora esse detalhe e prossegue -

eu:
qual cúpula? e onde?


o cachorrinho
Cinema! E a turma!
(... ele enumerou a turma, e tal, mas vamos manter algum anonimato, por favor!)

o cachorrinho:
ou podemos só nós

- porque eu tinha dito alguma coisa sobre a turma não poder ir -

eu:
odeio q vc tenha posto "só nós" como segunda opção.. mas tudo bem...

o cachorrinho:
não como segunda opção....mas em resposta ao 1º probleminha !

eu:
segunda opção já que primeiro você sugeriu o grupo
(...)
o cachorrinho:
vamos ao cinema
você vai?

eu:
eu?

o cachorrinho:
sim

eu:
quem mais vai?

o cachorrinho:
que horas você vai sair daí?
eu e você...

eu:
ontem eu saí daqui [da UFMG] eram 21h

o cachorrinho:
chama a *amiga comum anônima* se vc topar
fica ruim pra você hoje?

eu:
poizé. Chama ela, vocês vão, se der eu apareço.. se não, você não perde a sessão...

- ah, a bela arte da dramatização... -

o cachorrinho:
vou fazer o seguinte.. hoje eu levo a minha mãe.. pois ela tá meio triste.. depois vamos nós então
ok?

eu:
ok
(... passam-se uns minutos)

eu:
[nota mental: COMO É DIFÍCIL CANTAR VOCÊ! você é mais escorregadio que sabonete! *rs...]

o cachorrinho:
não entendi?
hehehehe... minha mãe não vai
vamos?

eu:
você não entendeu a minha nota mental???? aff, cachorrinho.. AFF

o cachorrinho:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
vamos ao cinema?

eu:
aaaaaaaaaaaaffffffffffffffffff
nhé, eu tô carente. quando você não sabia que eu tava te cantando, você queria ir com a turma.. por que eu iria agora?

o cachorrinho:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk [e um emot de envergonhado/tímido]

eu:
nem vem com carinha vermelha pro meu lado porque com mais vergonha que eu você não tá

o cachorrinho:
vamos ou não?

eu:
não sei. tô com vergonha...

o cachorrinho:
vixiiiiiii

eu:
vamos não, porque eu tô muito carente pra ficar por aí andando com você... mas chama a *amiga anônima* que ela vai gostar.

o cachorrinho:
vamossssssss

eu:
não adianta fazer essa carinha que eu sei que você tá fazendo e nem essa vozinha que eu sei q você vai usar.. eu sou vacinada contra os cachorros manhosos, tá?

o cachorrinho:
putz

eu:
*risos*.. mas enfim. tá seco o tempo, né?

o cachorrinho:
é... e frio...
vamos recomeçar!
acho que vou ao cinema... quer ir?
kkkkkkkkkkkkk

eu:
nhé.. isso porque eu tinha uma outra proposta que tava pensando em te fazer.. mas depois dessa confusão de cinema, neeeeem... faço não!*rs

o cachorrinho:
putzzzz

eu:
[eu adoro te deixar curioso.. hihihihi]

o cachorrinho:
vamos ao cinema então?




- E eu disse não. Porque estou tentando aumentar a cara-de-pau e diminuindo a muléburrice. Ênfase na segunda parte. -

Página trezentos e trinta e cinco
Sábado à noite tudo pode mudar

Devagar com o andor, seu moço, que esse santo é de barro.
Quem são os loucos que jogam chiclete no chão em ambiente fechado? Ora veja... Eles pagam mais caro para entrar, portanto podem usar e abusar do ambiente. Seria isso?

Aqui, nesse mundinho fechado, elEs estão se tornando maioria... Diferente das crenças vigentes! Filas quilométricas de homens indo pra balada.

As pessoas são meio invisíveis. Se eu quero ir de A a B e tem uma pessoa no caminho... E daí? Eu passo empurrando e problema de quem está no meu caminho.

Dinheiro por todos os lados, em forma de bens adquiridos. O status de quem bebe uma garrafa de whisky - tão diferente da "cerveja mofando" de outros sábados. Cabelos de salão de beleza, maquiagem, roupinha de marca, bolsinha da moda. E todos os preços muito acima do merecido pela mercadoria.

Pra disfarçar a "música" (qualquer conjunto de sons agradáveis?), volume bem alto, de modo que você não entenda exatamente qual é o seu incômodo com o som.

Luzes... Ah! O jogo de luzes e sombras, a lâmpada estroboscópica e a fumaça, artifícios de quem quer dizer que viu sem ter visto. Acredite, é melhor mesmo que todos os gatos sejam pardos.

E, encerrando com chave de ouro, a magnânima força da coletividade. Quem se importa se é a Xuxa que canta? Se todo mundo canta junto, bem alto, e rindo, então tudo bem! Quem liga pra cultura? As pessoas sabem nome, sobrenome, cpf e gírias específicas de cada BBB. Estão por dentro de todas as modinhas que o Pânico lança.

E eu, extra-terrestre no mundo da Swingers... A gente tem mesmo que ver o mundo dos outros pra valorizar o mundo da gente!