*Ando triste, mas fazendo encenação que não. É como já me disseram, a gente finge até a gente mesmo acreditar.
*Dentro de mim tem tanta tristeza que de vez em quando tem que colocar um pouco pra fora, pra não implodir. Aqui é minha válvula de escape. Desculpem parecer tão triste aqui.
*Quem diria... a gente combinou se separar pra você não me fazer sofrer mais, mas eu continuo sofrendo por você. Irônico, não?
*Tem mais: eu, que não sou tão obediente assim, ouvi aquelas tantas vezes que você me disse "não esquece que eu te amo". Advinha? Você nem ama mais, e eu não consigo esquecer.
*Mas, segundo a teoria do Canuto que é um corolário de Murphy, só existem duas possibilidades quando se está no fundo do poço: ou alguém traz uma pá pra te ajudar a descer mais, ou você olha pra baixo e vê alguém apontando que o fundo é mais embaixo. Nesse caso, eu visitei uma pessoa que perdeu o companheiro de 40 anos de vida conjunta (eu não disse 4, o que já seria o dobro, eu disse QUARENTA). Ela dizia o quanto ainda o via em todos os cantos da casa, e eu lembrava de você em todos os pedaços da minha vida, mas o poço dela é mais fundo, a morte. Enfim, nem posso dizer que estou no fundo do poço. Tóim.



Um comentário:
"ou você olha pra baixo e vê alguém apontando que o fundo é mais embaixo."
Tente fazer o seguinte: Olhe para cima. Veja que lá em cima existem amigos ou até mesmo Deus pra te estender a mão e te puxar pra fora. Olhe para cima, para a frente e para os lados. PRA BAIXO NÃO. E não se esqueça que teremos uma semana de vida conjugal... rs AMO VOCÊ.
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