Eu ganhei, há dois amigos-ocultos atrás, os livros "Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor" e "Por que os homens mentem e as mulheres choram".
Sim, são livros de auto-ajuda. De qualquer maneira, os li para julgar.
De fato, É AUTO-AJUDA. Tem que encher a alma de paciência pra conseguir ler inteiro, mas em toda e qualquer leitura a gente aprende alguma coisa, nem que seja uma palavra nova.
Nesses dois livros, eu aprendi muitas coisas que nunca tinha pensado sobre os homens, as mulheres, nossos hábitos e costumes. Num deles, havia uma espécie de alegoria que explicava que o homem chega em casa cansado e liga a tv pra um pouco de silêncio. Parece paradoxal, mas na verdade ele não liga a tv pra assistir com atenção. Apenas quer alguma coisa em que fixar o olhar, como quando ele voltava da caçada e queria apenas observar a fogueira por algum tempo. [Você pode concordar se quiser, pode discordar se achar que deve, essa parte aí eu achei que fazia sentido.]
Pois bem, toda essa introdução para dizer que eu realmente entendo, agora nesse exato momento, porque é que os casais se separam e brigam tanto.
Cheguei em casa morta de cansada, tive um dia muito particularmente ruim. Péssimo mesmo. Daqueles que quando termina só ecoa na cabeça "eu não quero falar com ninguém". Entrei no banheiro pra tomar banho e de lá de dentro ouvi minha mãe cá fora dizendo que esperou ansiosamente por mim, pra trocar a tinta da impressora. Disse a ela que ia tomar banho e faria em seguida, mesmo com o eco repetido na minha cabeça "me deixa em paz".
Saí do banho, fui ver o que era. Coloquei os cartuchos, a impressora deu um outro problema. ÓTIMO, tudo o que eu precisava. Minha mãe do lado, eu meio sem saber onde mexer ou o que estava errado. Comecei a fuçar e, claro, se era uma impressora, fui ao controle de impressora. Ainda pensando o que fazer, tive que ouvir minha mãe dizendo "ah, isso aí eu sei fazer, seu irmão me ensinou".
Nessa hora, fosse eu um marido resolvendo alguma coisa pra minha esposa, teria xingado muito. Teria ficado revoltado de, além de não ter o meu sossego com a fogueira, além de estar resolvendo um problema, ser obrigado a ouvir esse tipo de coisa.
Mas ela é minha mãe, eu sou filha. Eu entendo que ela não falou por mal, eu sou tão mulher quanto ela e sei como de vez em quando a gente precisa tanto conversar que não pensa muito no que está dizendo, e nem acha que o que está dizendo vai incomodar tanto, afinal "conversar é sempre tão bom". Então eu expliquei a ela que eu estava cansada, estressada, que não sabia o que estava fazendo ainda e pedi que não fizesse esse tipo de comentário.
Ela ficou chateada assim mesmo. Se fôssemos um casal, essa seria uma briga de uma semana. E não há nada a fazer.



Nenhum comentário:
Postar um comentário