Faz um tempo que eu parei de numerar as minhas páginas no blog. Foi sem querer, foi pressa, como se aquilo fosse um pensamento que precisasse sair, e não um texto que merecesse ser numerado.
Parece que eu parei de dar importância geral ao blog, diminuí a obrigação de blogar, fui me afastando aos pouquinhos. Ainda assim, meus momentos mais difíceis merecem a escrita, porque ela é que põe os meus pensamentos no lugar. E por causa disso, reler esse blog me faz pensar que eu estou infinitamente mais sisuda. E não estou. Continuo fazendo as coisas que eu gosto, rindo com as pessoas que eu amo (ELE, inclusive... ufa!), fazendo as minhas piadinhas e tudo o mais. Tive uma fase meio triste, mas não foi tão longa assim. E sempre tem coisa boa no meio de um período ruim (como há problemas nos períodos mais felizes).
Hoje, fazendo a minha ronda nos blogs - eu leio todos os que estão listados ali do lado e mais alguns, TODA VEZ que entro na internet com mais de 20min livres -, eu percebi como é importante ter testemunhas (ou testemunhos) da vida da gente. Essa coisa de testemunhar a vida é uma expressão que eu ouvi enquanto assistia (de novo!!) àquele filme "Dança Comigo", Jennifer Lopez, Richard Gere, Meryl Streep... A esposa diz isso, que fazer parte da vida de alguém é importante pra que alguém seja testemunha de sua passagem nesse mundo.
Relendo os escritos de outrora, percebo o quanto estou mais adulta, para o bem e para o mal. A vida passa e a gente se acostuma com muita coisa. O mais importante talvez seja aprender. Conhecer a sua história e se permitir fazer diferente, evoluir. Não cometer os mesmos erros...
Recebi um recado - pareceu mais um direto de esquerda, mas disfarça - de uma amiga. Estamos envolvidos, na escola de dança, com o 2º CONGRESSO INTERNACIONAL DE DANÇA DE SALÃO, e por melhor que as coisas sejam planejadas, sempre dá muito trabalho. Estou nessa até o pescoço, de novo - apesar de ter aprendido a dizer não, de vez em quando. E foi numa das reuniões que a tal amiga me lembrou de uma cena no final do primeiro congresso, em 2007.
CENA: Domingo, final da tarde. Últimas aulas acontecendo. Eu, exausta, me deito num sofá à porta de uma das salas e digo às pessoas em volta: "No próximo DANÇABH eu venho pagando".
Rá. Pagando língua.
Talvez se eu tivesse registrado, teria aprendido. Mas tudo bem, nem é tão cansativo assim... ou é? Confirmo no dia 21 de abril de 2009. Se eu lembrar, claro.
domingo, 5 de abril de 2009
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