terça-feira, 22 de abril de 2008

Mães

Blogs afora, pessoas [entenda-se blogueiras amigas minhas] falam da admiração pela própria mãe, ou de conflitos da mãe dos outros com... bem, as outras.

E ontem foi mais um dia de debate com a minha mãe. Me faz bem sentir que já consigo manter o equilíbrio emocional e conduzir a discussão, mesmo que ainda aos trancos e barrancos. Me faz muito mal sempre perder o controle pela mesma questão, e não conseguir racionalizar essa questão, não importa qual seja o motivo da discussão.

Eu já tenho o presente dela em mente. Comentei em voz alta ontem pela manhã, com o namorado. Já não sei se no dia dela, daqui a bons 20 dias, ela ainda vai estar magoada / com raiva / seja lá o que for que ela sente.

Chorei menos também. Acho que realmente eu amadureci, de uns anos pra cá. E acho que ontem ela vislumbrou isso, mesmo sem aceitar.

... "E vendo a Sandra ter que fingir que é alguém que ela não é 100% me deu pena. Pena da mãe dela, que vê uma coisa que não existe. Pena da Sandra que não pode ser quem ela realmente é. E pena da Sandra de novo porque é visível que existe um conflito e ela não consegue sair. Não tem apoio, porque quem deveria apoiar é quem, na verdade, aumenta o conflito. É triste. Eu queria que todo mundo pudesse ter os pais como eu tenho. Mas aí eu lembro que a cada um segundo suas obras e isso é bom, porque eu devo ser alguém especial pra merecer pais e irmãs especiais."

Um comentário:

Juliana Croft disse...

Vim lá do blog da alk, justamente quandoli esse parágrafo doida pra comentar e vcs tiram o espaço...dá raiva,mas entendo...eis que vejo aqui...