Desde terça-feira, quando recebi ajuda dos vários anjos que graças a Deus me cercam, tenho melhorado. Chorei muito pouco desde então - e quem me conhece sabe que eu sou água só.
A ajuda foi tamanha que a minha mãe pediu desculpas, e a gente se entendeu antes que ela viajasse.
Acontece que os casais de todos os cantos resolveram se mostrar ainda mais carinhosos pelo mundo afora. Dirigindo, almoçando, saindo do trabalho, indo pro trabalho, tem sempre alguém trocando sorrisos, beijinhos, andando de mãos dadas. Tem sempre alguém cheio de uma felicidade que eu ainda acho que mereço.
Não é que eu me lembre dele o tempo inteiro. Na verdade, ele continua comigo como sempre esteve, no meu âmago, parte de mim, então eu não esqueço nunca, eu sempre penso. Consegui racionalizar isso bastante nos últimos dias e me convencer, de verdade, que por agora é melhor assim, que o caminho pra onde íamos ia acabar em mágoas e ressentimentos.
Estava me saindo super bem, convencendo até mesmo as outras pessoas de que isso era o melhor a se fazer.
Até que entrei no Orkut e vi o perfil dele atualizado. Sem o "namorando". Sem a foto de "eu mais o trenzinh que eu amo no BabyBeef". Sem mim. Como o meu perfil sem ele também, coisa que eu já tinha feito por proteção.
É assim mesmo, por mais que o ame, preciso separar o nosso vínculo, senão a dor não diminui nunca. Senão eu vou estar sempre tentando explicar que foi uma decisão mútua, que está tudo bem.
Só porque a vacina é necessária não significa que a agulhada não dói. Me permiti chorar mais um pouquinho.
Penso em cada coisa sobre ele. Lembro de como a gente se falava, das coisas que um dia foram importantes pra nós. Do cheiro, do jeito, das qualidades, dos defeitos, sonho acordada com as reviravoltas que voltariam o mundo àquele rumo. Se tivesse tempo, escreveria um livro. A minha mente é extremamente fértil.
Daria tudo pra saber como - e se - ele contou a novidade pra mãe dele. Isso me ajudaria a entender se ele ainda me ama, ou se foi o amor que acabou, ou se o amor nunca existiu. Mas tem coisas que a gente não vai saber nunca. Continuo me dizendo que ele me ama e assim meu mundo flui melhor.
Ainda vivo uma obsessão pelo celular. Como se ele fosse me ligar a qualquer momento. Depois penso que a gente ainda não tem sobre o que falar. Eu não sei trata-lo como outra coisa senão meu namorado - pelo menos não ainda.
Ninguém disse que era fácil, definitivamente não é impossível. Vou assim, um passo de cada vez, me permitindo tropeçar.
Hoje eu chorei de novo pela falta que me faz você.
sábado, 30 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Dias turbulentos
Assim mesmo...
Contraindo uma divída enorme e importante em prol de um bem maior. Assinando papéis e papéis e mais papéis.
Do outro lado, assumindo a perda de outro bem muito importante.
Depois de longas deliberações, estou comprando um apartamento.
Depois de longuíssimas deliberações, estou oficialmente solteira de novo.
Se você gosta de mim, estou novamente naquela fase de precisar dos abraços.
[E não falem sem pensar. Ainda estou digerindo isso tudo. Minha mãe, por exemplo, me deu os parabéns - e não foi pela compra do apartamento. Imaginem um coração partido sendo estilhaçado. Pronto, tô assim.]
Contraindo uma divída enorme e importante em prol de um bem maior. Assinando papéis e papéis e mais papéis.
Do outro lado, assumindo a perda de outro bem muito importante.
Depois de longas deliberações, estou comprando um apartamento.
Depois de longuíssimas deliberações, estou oficialmente solteira de novo.
Se você gosta de mim, estou novamente naquela fase de precisar dos abraços.
[E não falem sem pensar. Ainda estou digerindo isso tudo. Minha mãe, por exemplo, me deu os parabéns - e não foi pela compra do apartamento. Imaginem um coração partido sendo estilhaçado. Pronto, tô assim.]
quinta-feira, 21 de maio de 2009
MB contra o mundo (mas nem todo)
Às vezes, tenho a nítida impressão de que só posso estar errada, já que minha opinião é diferente da opinião de tanta gente que pensa igual.
Hoje estava assistindo pelo YouTube a um discurso de formatura de Eric Schmidt, CEO do Google, e prestando atenção no que ele dizia. Parece autoajuda em alguns momentos, é divertido em outros, bem sensato no geral, mas duas expressões em especial me emocionaram:
"None of us is as smart as all of us" - Nenhum de nós é tão inteligente quanto todos nós.
"In network world, trust is the most important currency" - num mundo interligado, a confiança é o valor mais importante.
Talvez eu esteja errada perante o mundo, mas eu ainda prefiro estar errada com esse tipo de pensamento do que acreditando que os hedonistas, egoístas e espertinhos de plantão é que estão certos...
[link para o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=6wKFQx30f6M ]
Hoje estava assistindo pelo YouTube a um discurso de formatura de Eric Schmidt, CEO do Google, e prestando atenção no que ele dizia. Parece autoajuda em alguns momentos, é divertido em outros, bem sensato no geral, mas duas expressões em especial me emocionaram:
"None of us is as smart as all of us" - Nenhum de nós é tão inteligente quanto todos nós.
"In network world, trust is the most important currency" - num mundo interligado, a confiança é o valor mais importante.
Talvez eu esteja errada perante o mundo, mas eu ainda prefiro estar errada com esse tipo de pensamento do que acreditando que os hedonistas, egoístas e espertinhos de plantão é que estão certos...
[link para o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=6wKFQx30f6M ]
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