O azul não está nos olhos
cor de mel, de caramelo
doces, lindos, me olhando
Nosso amor não é vermelho
sangue, paixão e intensidade
Nosso amor é azul
azul profundo e forte
como um dia de sol
com o vento no rosto
Azul com o imenso mar
intenso céu
com nuvens de algodão doce
formando as mais diversas figuras
pra nos divertir
Pra onde olho assim
eu no seu braço,
no seu peito,
vejo nosso amor azul
e me dá paz
sem ter fim
Como o céu tocando o horizonte
como os oceanos ligando continentes
como água cheia de vida
fluida, refrescante e serena
O nosso amor é lindo
azul e sereno
lindamente nosso
lindamente azul.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Bônus: TOMA DISTRAÍDA
Fui ao baile de formatura dos meus alunos.
Pérola da noite:
- Nó, fessora, nem te reconheci. Você está tão bonita!
... vai levando.
Pérola adicional:
- Meu pé está doendo.
- Vou te pegar no colo.
- Não precisa.
- Mas eu quero.
- Não precisa.
[Ele me pega no colo. Dá três passos. Quatro. Quiiiinto:]
- Ai, não agüento não.
... ok, além de tudo eu sou pesada demais. Ótchemo. VAI LEVANDO.
Pérola da noite:
- Nó, fessora, nem te reconheci. Você está tão bonita!
... vai levando.
Pérola adicional:
- Meu pé está doendo.
- Vou te pegar no colo.
- Não precisa.
- Mas eu quero.
- Não precisa.
[Ele me pega no colo. Dá três passos. Quatro. Quiiiinto:]
- Ai, não agüento não.
... ok, além de tudo eu sou pesada demais. Ótchemo. VAI LEVANDO.
Página trezentos e quarenta e nove
Modernidades
Elas nasceram em meados do século passado. Constituíram família e ainda têm muita vida pela frente, mas já são donas de várias e várias histórias pra contar e recontar.
Há três anos atrás, eu me surpreendi com minha mãe resolvendo entrar pro super mundo internético. Quis aprender de tudo, aprendeu a usar o santo Google, cadastrou email e tudo mais.
Cena de três anos atrás:
Mamãe, ao telefone, falando com a minha tia que mora no Rio:
- Eu liguei pra avisar que mandei um email pra você.
Cenas de ontem:
Mamãe, às voltas com o messenger, que ela tem cadastro faz um ano ou mais, e só agora as minhas tias fizeram cadastro também:
- "E aí eu adicionei o meu nome lá no dela, a gente tentou e não conseguiu. Pra usar o messenger tem que ligar a internet?"
Eu me segurei, não ri nem nada, expliquei tudo que ela pediu. Fui escovar os dentes. Quando volto, ela está ao telefone com a minha outra tia:
- Isso, viu uma janelinha piscando? Então, aí você clica nessa janelinha pra poder falar comigo. Vi, chegou sua mensagem sim. Espera que eu vou mandar outra.
Pelo menos elas são modernas, né? Quando eu saí de casa, estavam as três irmãs conversando alegremente numa única janela "desse tal emiéssiêne".
Há três anos atrás, eu me surpreendi com minha mãe resolvendo entrar pro super mundo internético. Quis aprender de tudo, aprendeu a usar o santo Google, cadastrou email e tudo mais.
Cena de três anos atrás:
Mamãe, ao telefone, falando com a minha tia que mora no Rio:
- Eu liguei pra avisar que mandei um email pra você.
Cenas de ontem:
Mamãe, às voltas com o messenger, que ela tem cadastro faz um ano ou mais, e só agora as minhas tias fizeram cadastro também:
- "E aí eu adicionei o meu nome lá no dela, a gente tentou e não conseguiu. Pra usar o messenger tem que ligar a internet?"
Eu me segurei, não ri nem nada, expliquei tudo que ela pediu. Fui escovar os dentes. Quando volto, ela está ao telefone com a minha outra tia:
- Isso, viu uma janelinha piscando? Então, aí você clica nessa janelinha pra poder falar comigo. Vi, chegou sua mensagem sim. Espera que eu vou mandar outra.
Pelo menos elas são modernas, né? Quando eu saí de casa, estavam as três irmãs conversando alegremente numa única janela "desse tal emiéssiêne".
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