Quarta-feira:
Encontrei um conhecido na escola de dança e decidi cumprimenta-lo com mais calma, achei que ele estivesse um pouco triste, não sei. Ele puxou papo, perguntou porque eu estava sumida dos bailes. Respondi que não freqüento mais os bailes durante a semana porque é muito difícil dar aula cansada. E expliquei todas as dificuldades pelas quais a escola tem passado, inclusive o pedido de demissão da nossa supervisora no meio do ano, e etcetera e tal.
Ele disse:
- Daqui a pouco você assume a coordenação, vira coordenadora.
Eu:
- NEM MORTA! Coordenadora do terceiro integrado? Nem por muito dinheiro.
Sexta-feira:
Expliquei ao meu coordenador como se usava uma ferramente de informática específica logo cedo. Pouco depois, o auxiliar de ensino entra na sala de aula e me avisa que o coordenador pediu que eu fosse à sala dele - e completa que acha que é pra eu ensinar a mesma coisa ao diretor geral da escola.
Bateu o sinal, eu fui.
Chegando lá, recebi um convite para co-organizar o pré-vestibular do colégio, e manter o elo desse com o ensino do terceiro integrado. E, como não poderia deixar de ser, aceitei.
À noite, encontrei a mesma pessoa de quarta - que não costuma freqüentar a escola de dança nas sextas. Contei pra ele, rindo muito. E ele completou: "eu sou bruxo, já te disse. E não se esqueça daquilo que eu falei há muito tempo atrás."
Há muito tempo ele me disse que no meu destino estavam GRANDES COISAS. E eu não entendi, continuo não entendendo. Mas agora tenho medo...
sábado, 23 de agosto de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Página trezentos e setenta e um
Perto do fim
Reviraram seu lixo. Nenhum outro lugar oferecia pistas, então que procurassem no lixo. Lenços de papel, etiquetas, linhas, embalagens e aquele papel. Papel cor-de-rosa chá, delicado como as mais lindas cartas que poderia ter escrito a amores amantes e amores amigos.
O papel dobrado no lixo. Dobrado, cuidadosamente colocado no lixo. Para ser achado, talvez. Apenas lixo, quem sabe.
Aberto, continha aquela caligrafia típica dos momentos de pressa. Brainstorm, pensamentos mais rápidos que a possibilidade física de escreve-los. Quase ilegível, o papel dobrado do lixo revirado dizia:
"Cansei. Me sinto incapaz e infeliz. O mundo anda muito mudado. Não se valorizam as organizações, nem o bem comum, nem as instituições. Eles se valorizam, o indivíduo, só. Indivíduos sós.
E hoje não joguei pérolas aos porcos. Menos que isso, senti como se forçasse comida na goela deles. Como se fosse necessário convence-los que precisam comer. Eles, como anoréxicos, se negavam a receber a comida. Quando usei argumentos mais fortes, coloquei a comida em suas bocas. E tão logo viro as costas, tenho certeza que correrão ao banheiro mais próximo e tudo vomitarão.
Professor de gente que não quer aprender. Conviver com gente que não gosta de saber. Não é vida. Nem sobrevida. É sofrimento e só. Indivíduos sós e sem saber. Vazio. E fim."
Preocupados, pensaram o pior. Pensaram que ela desistia da vida, de tudo, de todos. Tolos. Vida não era aquilo, aquilo era o que mantinha a sua vida. Encontraram-na, dias depois - depois da esperança perdida. Estava ela, sentada em uma mesa, copo levado ao lábios no meio da noite fria.
A mesa, o salão. O copo com água aplacava a sede de uma longa seqüência de danças. Encontraram-na enebriada no ópio de sua vida. Encontraram-na entre as danças do salão. E perceberam que, apesar do papel cor-de-rosa, amanhã cedo estaria de volta a professora, as pérolas e os porcos. E o fim, sempre ao alcance dos olhos, perto como o horizonte. Sem fim.
O papel dobrado no lixo. Dobrado, cuidadosamente colocado no lixo. Para ser achado, talvez. Apenas lixo, quem sabe.
Aberto, continha aquela caligrafia típica dos momentos de pressa. Brainstorm, pensamentos mais rápidos que a possibilidade física de escreve-los. Quase ilegível, o papel dobrado do lixo revirado dizia:
"Cansei. Me sinto incapaz e infeliz. O mundo anda muito mudado. Não se valorizam as organizações, nem o bem comum, nem as instituições. Eles se valorizam, o indivíduo, só. Indivíduos sós.
E hoje não joguei pérolas aos porcos. Menos que isso, senti como se forçasse comida na goela deles. Como se fosse necessário convence-los que precisam comer. Eles, como anoréxicos, se negavam a receber a comida. Quando usei argumentos mais fortes, coloquei a comida em suas bocas. E tão logo viro as costas, tenho certeza que correrão ao banheiro mais próximo e tudo vomitarão.
Professor de gente que não quer aprender. Conviver com gente que não gosta de saber. Não é vida. Nem sobrevida. É sofrimento e só. Indivíduos sós e sem saber. Vazio. E fim."
Preocupados, pensaram o pior. Pensaram que ela desistia da vida, de tudo, de todos. Tolos. Vida não era aquilo, aquilo era o que mantinha a sua vida. Encontraram-na, dias depois - depois da esperança perdida. Estava ela, sentada em uma mesa, copo levado ao lábios no meio da noite fria.
A mesa, o salão. O copo com água aplacava a sede de uma longa seqüência de danças. Encontraram-na enebriada no ópio de sua vida. Encontraram-na entre as danças do salão. E perceberam que, apesar do papel cor-de-rosa, amanhã cedo estaria de volta a professora, as pérolas e os porcos. E o fim, sempre ao alcance dos olhos, perto como o horizonte. Sem fim.
sábado, 9 de agosto de 2008
Coisinhas. Ou coisonas.
- Estou começando a aprender a aceitar o fato de que sou professora de dança. É muito mais confortável ser aluna, ser assistente. Mas, se eu dou aula, então sou professora. Difícil isso.
- Quanto mais eu vejo em blogs, revistas e afins, mais eu quero bordar, pintar, cortar, costurar... E o tempo não deixa. Bobo feio e chato. Vou comprar uma máquina de costura nova e linda só pra mim, quero ver se o tempo não se rende depois dessa.
- Fiz duas reuniões diferentes no último final de semana: um encontro pedagógico da escola onde trabalho, e uma dinâmica de grupo da escola de dança. Em ambas, reforcei o conceito que eu consegui recentemente expressar verbalmente: eu não gosto quando as pessoas falam sem pensar.
- Eu amo o meu namorado. De um jeito absurdo. Percebi recentemente, também. Quer dizer, que eu amava eu já sabia. O jeito absurdo é que é novidade pra mim.
- Talvez eu cometa orkuticídio. Estou decidindo ainda. No bug de 21 de julho, conseguiram acessar o meu perfil. Eu estava viajando, foi bem chato. Dias atrás (no meu aniversário!) apareceu coisa mudada lá. De novo. Eu mudei a senha, eu sempre mantenho a minha senha do orkut segura. Mas não confio mais. =O(
- Eu gosto de saber que as pessoas procuram o meu blog pra saber de mim. Brigada. Me sinto querida, o que é vital para uma leonina. Volte sempre.
- Quanto mais eu vejo em blogs, revistas e afins, mais eu quero bordar, pintar, cortar, costurar... E o tempo não deixa. Bobo feio e chato. Vou comprar uma máquina de costura nova e linda só pra mim, quero ver se o tempo não se rende depois dessa.
- Fiz duas reuniões diferentes no último final de semana: um encontro pedagógico da escola onde trabalho, e uma dinâmica de grupo da escola de dança. Em ambas, reforcei o conceito que eu consegui recentemente expressar verbalmente: eu não gosto quando as pessoas falam sem pensar.
- Eu amo o meu namorado. De um jeito absurdo. Percebi recentemente, também. Quer dizer, que eu amava eu já sabia. O jeito absurdo é que é novidade pra mim.
- Talvez eu cometa orkuticídio. Estou decidindo ainda. No bug de 21 de julho, conseguiram acessar o meu perfil. Eu estava viajando, foi bem chato. Dias atrás (no meu aniversário!) apareceu coisa mudada lá. De novo. Eu mudei a senha, eu sempre mantenho a minha senha do orkut segura. Mas não confio mais. =O(
- Eu gosto de saber que as pessoas procuram o meu blog pra saber de mim. Brigada. Me sinto querida, o que é vital para uma leonina. Volte sempre.
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